domingo, 31 de março de 2013

CRÍTICA: FILME A HOSPEDEIRA




Sinceramente, eu não sei o que pensar do filme. Estou dividida. Uma parte de mim AMOU o filme, mas outra parte (que é um pouco maior) está decepcionada com o filme.
Como uma das primeiras fãs de The Host e sendo um dos meus livros preferidos, eu estava MUITO ansiosa para ver o filme desde quando anunciaram que comprar os direitos autorais do livro. Mas então eu comecei a ver os atores...
Em primeiro lugar, quero deixar claro que não estou falando mal dos atores. Eles são ÓTIMOS e eu adoro o Jake Abel desde que o vi em Percy Jackson e o acho um excelente ator, assim como o Max e a Saoirse. Mas o problema é que não consigo ver eles como os personagens principais, mesmo depois de ver o filme.
Eu já tinha uma imagem formada delas pelas descrições dos livros e os adorava e os atores que contrataram não se parecem com a descrição do livro, algo que apesar de muitas pessoas não acharem importante, eu acho que tem grande peso na personalidade dos personagens. Por exemplo, a Melaine é descrita como atlética, pele bronzeada e lutadora no livro e a imagem da Saoirse, para mim, não combinou muito. Achei-a muito delicadinha para o papel e com cara de dó. Sinceramente, preferia que tivessem a pego para fazer o corpo usado pela Peg no final do livro.
Dos três atores principais, o mais parecido com o livro foi o Max, e ainda assim achei meio novo. Acho que único ator escolhido que me agradou mesmo foi o que fez o Jeb. Diane Kruger é uma ótima atriz e eu AMO ela, mas não corresponder com a imagem da buscadora.
Muitos dizem:ah, mas o importante é interpretarem bem. Concordo com isso. Apesar de não ser parecida com a personagem. Daine arrebentou em seu personagem e eu realmente a amei no filme. Já não posso dizer o mesmo da Saoirse. Talvez seja porque eu tenha assistido dublado (tenho certeza que quando assistir na língua original vou gostar um pouco mais), mas ainda assim, apesar de ser uma ótima atriz, o personagem simplesmente, para mim, não se encaixou para ela. Jake Abel foi como Diane. Apesar de ser bem diferente do meu Ian do livro, sua interpretação foi MUITO fiel a do personagem descrito do livro, fazendo a todos o amarem com sua fofura, assim como Max me faz odiá-lo e amá-lo como ser personagem no livro. Já a atriz que pegaram para fazer a Peg não me passou pela garganta, o que irá me deixar com muita raiva se tiver um segundo filme e continuar a mesma atriz.
Mesmo gostando da interpretação da maioria, achei que muita coisa faltou. Algumas cenas chaves, como Ian surtando quando descobre o que Peg quer fazer no final, ficou faltando. Essa é uma das cenas que me fazem chorar no livro e o filme não me atingiu assim. Outra coisa que eu achei é que eles deram muitas cenas para os buscadores. De um lado, isso foi ótimo porque deu mais ação e emoção ao filme, mas também tirou tempo que poderia ser usado para outras cenas chaves que existe no livro e não foram postas no filme, como a cena que o Kyle tenta matar a Peg na sala de banhos. A do livro foi muito mais chocante e se tivessem colocado igual no filme, teríamos uma ótima cena de ação.
Achei que muitas emoções não foram devidamente exploradas e que eram chave para a história, como a relação de Peg com Jamie, que no filme acontece muito rápido e no livro é mais intensa. O mesmo acontece com ela e com Jared. Com Ian foi ao contrário. Peg teve mais cenas com ele, coisa que no livro só acontece mais para o final.
            Algumas coisas ficaram diferentes da minha imaginação, como os remédios, mas isso não afeta tanto. O criotanque do filme eu achei estranho, mas eles queriam mostrar uma outra tecnologia, então ok. Acho que deveriam ter colocado naves especiais no lugar daquele negócio que transporta as almas, assim mostraria MAIS tecnologia, teria um pouco mais de ficção cientifica e ao mesmo tempo seria mais fiel ao livro. Já a alma, ao mesmo tempo que gostei, não gostei. Como no livro, elas eram pratas e tinham anteninhas, o que achei bem fiel, mas achei-as muito grandes no filme e não pareciam tão sólidas. Acho que poderiam ter melhorado um pouco isso.
            Agora, o que eu gostei bastante foram os cenários. Achei que ficaram MUITO bem feitos e parecidos com o livro (tirando a prisão da Peg). Adorei a caverna, principalmente a plantação e a cena que o Jeb explica como funcionam os espelhos. Os cenários foram realmente algo que me deixaram contente no filme, assim como os figurinos. Os figurinos dos humanos achei bem adequado para eles. Escuros, surrados e de certa forma campestres, combinando com o ambiente em que estão.
            Apesar de no livro os buscadores andarem de preto, achei que o branco ficou melhor. Por serem seres bondosos, puros e tecnológicos, acho que o branco combinou mais com eles. O branco também deu um contraste bom com a personalidade da buscadora principal, que é bem chata e irritada, mas seu traje branco não passa isso.
            Um aspecto positivo do filme foram os momentos de humor. Algumas vezes o filme perdia o ritmo e o humor ajudava. Já uma coisa que me irritou foi que fizeram a Melaine MUITO irritante. No começo do livro, ela é assim, mas aos poucos ela aprende a gostar da Peg e passa a entender a alma, coisa que não se passa no filme. No filme, é praticamente Melaine que força Peregrina a ir atrás dos humanos, enganando-a, já no livro, as duas trabalham juntas, com Peg decidindo que valia a pena ir atrás de Jared e Jamie porque também os amava.
            Bem, com uma visão crítica, de alguém que não leu o livro, muitos vão gostar e soltar elogios. Minha amiga e meu pai foram dois desses e muitas outras pessoas dizem o mesmo. Utilizando minha visão crítica, como se eu não tivesse lido o livro, o filme foi ótimo. Perdeu o ritmo algumas vezes, mas foi compensando depois.
            Já minha visão de fã é outra. Eu fui ao cinema preparada para siar meio decepcionada, coisa que realmente aconteceu. Pensei que seria pior e fiquei feliz por ter gostado de várias coisas apesar das minhas reclamações acima.
            O final, quando Peg se despede de Melaine, foi a única cena que realmente me emocionou como no livro (eu chorei assistindo essa cena) e estou muito feliz por essa cena ter sido fiel, sendo que ela é uma das mais importantes de toda a trama. A última cena impressionou quem não leu o livro, mas eu esperava um pouco de mais emoção nela.
                 Vale a pena assistir o filme, mesmo que alguns fãs se sintam meio revoltados, o que acho que foi a minoria, pelo que vi. Posso dizer que sai da sala do cinema mais feliz do que esperava, o que é algo bom. Em geral, apesar de estar decepcionada com bastante coisa, valeu a pena só pela esperava de quatro anos para ver a obra adaptada no cinema. Com o tempo irei me conformar mais com o que não havia gostado e apreciarei mais o filme.
            Muita gente vai falar que estou exagerando, mas esse é meu sentimento em relação a um dos melhores livros que já li. Espero que entendem e me digam a opinião de vocês em relação a adaptação. 

Nota: 3,5 estrelas

Mavi Tartaglia


CRÍTICA: LIVRO A HOSPEDEIRA

A HOSPEDEIRA


Sinopse: “Melanie Stryder se recusa a desaparecer. Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.
Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.
            Tenho que ser sincera: quando comecei a ler A Hospedeira pela primeira vez, fiquei decepcionada (e pelo visto não foi somente eu que me senti assim). O começo do livro é bem parado, sendo que ele se foca na explicação do que está acontecendo na Terra. A narrativa nesse começo é lenta e muitas pessoas acabaram desistindo do livro por isso. Eu mesma fiz isso. Aposentei o livro por mais ou menos uns dois meses até finalmente bater o pé no chão e decidir que ia terminar de ler o livro.
            Fiquei com vontade de me bater depois de alguns capítulos lidos. POR QUE EU TINHA PARADO? O LIVRO ESTÁ QUASE ME MATANDO! Sim, essa foi minha reação. Depois que passa essa parte chata do começo, você não consegue largar o livro. Você fica presa de um modo transformante, querendo ler mais e mais.
            Aos poucos, você começa a se apaixonar por Peregrima, uma alma (não no sentido alienígena) extremamente boa e apesar de estar confusa e com medo, sua compaixão a leva a não querer tirar Melaine de sua mente.
            Melaine é de difícil convivência. Ao contrário de Peg, Melaine é teimosa, luta pelo que quer e por quem ama, não se importando se precisar passar por cima de alguém para salvar aqueles que são especiais para ela.
            E é justamente por isso que ela começa a jogar suas memórias na mente de Peg, fazendo-a aos poucos começar a amar Jamie, irmão de Melaine, como seu próprio irmão e se apaixonar por Jared, namorado de Melaine.
            É a partir daí que o livro realmente fica emocionante. Melaine e Peg se juntam para ir a busca daqueles que amam e tem a esperança de encontrar o Tio Jeb e mais alguns humanos sobreviventes.
            Quando ela os encontra, o livro fica ainda mais emocionante, porque podemos ver a interação da Peg com os humanos, tanto pelos olhos dela, como os de Melaine e a reação dos humanos por ter uma “alma” entre eles.
            Stephenie Meyer consegue mesclar todos os tipos de sentimentos nesse livro. Você fica confusa com a onda de sentimentos tão diferentes que te abate durante a leitura, querendo ter aqueles personagens para você. Tem horas que você morre de raiva de um personagem (principalmente o Jared no começo), assim como morre de fofura com o Ian e adquire um instinto protetor com Jamie.
            A autora criou algo diferente e dessa vez, parece que há mais publico gostando de suas ideias, ao contrário do que aconteceu com a Saga Crepúsculo. Stephenie cresceu muito escrevendo esse livro e isso é perceptível a cada página. Sua história é renovadora e sua escrita está melhor. Acredito sinceramente que este livro irá abrir portas para um novo tipo de fã.
            A história é muito bem contada e por ser um livro grande, acha que será cansativo, mas é o contrário. Você não consegue parar e quer saber desesperadamente o que está por vir, saber mais da vida dos humanos e dos alienígenas, sendo transportado para aquele mundo fascinante.
            Eu li o livro quando ele lançou aqui no Brasil e sou aquela fã fervorosa do livro. Reli ele pela terceira vez devido o lançamento do filme e como as últimas duas últimas vezes, acabo a última página desejando por mais IMEDIATAMENTE (querida Steph, por favor, escreva logo a continuação. Estou esperando desde 2009. Muito obrigada).
            A Hospedeira é um outro nível de leitura, algo totalmente novo mesmo. Temos um cenário futurista com alienígenas e no meio de tudo isso, temos um triângulo (ou quadrado) amoroso que é de tirar o fôlego.
            Algo que gostei muito é o modo que os humanos são descritos. Por um lado, são violentos e egoístas, mas ainda assim, temos capacidade de amar. Um exemplo disso é a própria Melaine, que vemos que as vezes é bem furiosa e tem instintos assassinos (não de um modo ruim), mas que consegue amar intensamente. E é ai a grande pegada. Peregrina descobre que apesar de estar em diversos mundo, por mais violenta que a Terra seja, somente humanos consegue ter sentimentos tão fortes, inclusive o amor. E é por esses sentimentos que ela é arrastada e começa a gostar e até mesmo compreender os humanos.
            Garanto que se ler A Hospedeira, não irá se arrepender. O começo é chato, mas depois que embala na leitura, irá amar e se apaixonar por essa leitura intrigante. Quem desistiu de ler, tente pegar o livro de novo e ir até o fim. Quem ainda não leu, fica a dica.

Nota: 5 estrelas


Mavi Tartaglia

CRÍTICA: OZ E JOÃO E MARIA

OZ
MÁGICO E PODEROSO


Sinopse: “Oscar Diggs (James Franco) trabalha como mágico em um circo itinerante, é bastante egoísta, mas é seu envolvimento com mulheres que o acaba levando para uma mágica aventura na Terra de Oz. Chegando lá, ele conhece a bruxa Theodora (Mila Kunis), que o apresentar para a irmã Evanora (Rachel Weisz). Acreditando que estaria fazendo um bem para a população local, ele decide enfrentar a bruxa Glinda (Michelle Williams), mas descobre que ela lembra um amor do passado e seu comportamento em nada se assemelha ao de alguém realmente malvado. Dividido entre saber quem é do bem e quem é do mau, Oscar se depara com um lugar rico em belezas, cheio de riquezas, estranhas criaturas e também mistérios. Vivendo este conflito, o ilusionista vai usar sua criatividade para salvar o tranquilo povo de Oz das garras de um poderoso inimigo. Para isso, contará com a inusitada ajuda de Finley, o macaco alado, e uma menina de porcelana.
Fui assistir Oz meio desanimada, meio achando que não ia gostar. Mas já pelo começo do filme, minha opinião mudou totalmente. O filme começa em preto e branco – algo que não somos acostumados – mas quem já assistiu O Mágico de Oz, isso também acontece no filme e serve justamente para mostrar o contraste do mundo real com o mundo de Oz.
Oz mostra a jornada de Oscar, interpreta por James Franco, que é um mágico vigarista e que vive enganando mulheres e um dia, em um de shows em Kansas, se encontra no meio de uma confusão e precisa fugir. É nesse momento que começa a grande tempestade e ele é arrastado para o olho do furacão, sendo transportado para Oz (lembra alguma coisa?).
Oscar acorda em um lugar diferente, colorido e bonito e se encontra com a bruxa boa, interpreta por Mila Kunis, e segundo ela, ele está em Oz para cumprir uma profecia onde ele salvaria o povo de Oz. O erro de Theodora foi falar que ele se tornaria Rei e receberia toda a riqueza da Cidade das Esmeraldas, o que motivou Oscar a dizer que ele era realmente o mágico que salvaria a todos. Depois de descobrir que para se tornar rei ele deveria enfrentar a bruxa má e vários outros perigos, o mágico vigarista tenta se livrar de seu papel, mas já é tarde demais e uma caçada já começou no maravilhoso mundo de Oz.
Cheio de humor, principalmente vindo do personagem de Franco que detonou em seu papel, a história vai te prendendo devagar até você não conseguir desgrudar os olhos da tela. Os efeitos especiais são de primeira mão, nos deslumbrando com esse mundo estranho e o efeito em 3D ajuda ainda mais.
A trama conta com reviravoltas que você definitivamente não esperava e apesar de ser um vigarista, esse será o maior triunfo de Oscar, que vivendo e dependendo da ilusão, deverá salvar Oz da bruxa má. Oscar é guiado por toda a jornada, desde Kansas a Oz, com a ideia de ser grandioso, um homem com uma marca no mundo e finalmente recebe essa chance. Como irá fazer isso, é a grande questão e pegada do filme.
Para quem já assistiu Mágico de Oz, irá perceber que o filme irá se encaixar certinho, explicando diversos fatores do filme, inclusive o porquê o mágico de O Mágico de OZ é um vigarista. Passei o filme inteiro procurando por detalhes e consegui encaixar os dois filmes perfeitamente, o que me deixou ainda mais fascinada pelo filme. Quem não assistiu, sugiro que assista depois de Oz, assim poderá encaixar os dois em sequencia.
Outra jogada que vemos em ambos os filmes é que os personagens de Oz são reflexos dos amigos e envolvidos com Oscar e Dorothy, fazendo-os aprender a dar valor para o que eles tinham.
Eu assisti Oz e não me arrependi por ter o feito. Garanto que você ficar tão fascinados quanto eu com a grandiosidade do filme.
Nota: 5 estrelas

JOÃO E MARIA
CAÇADORES DE BRUXAS



Sinopse: “Os jovens João e Maria foram abandonados pelos pais na sombria floresta e acabam indo parar na casa de uma malvada bruxa. Mas o que parecia ser o fim acabou se tornando o começo de uma vida cheia de aventuras, uma vez que eles eliminaram a malvada e viraram verdadeiros exterminadores de criaturas do mal. Após o desaparecimento de várias crianças, os dois já adultos (Jeremy Renner e Gemma Arterton) são contratados pelas autoridades locais para desvendar o mistério. Só que eles não imaginavam que essa nova missão iria colocá-los diante da terrível Bruxa Negra (Famke Janssen), pronta para destruir não só a reputação de excelentes caçadores de bruxas, mas também as suas vidas.
Bem, como todos já perceberam, agora está uma onda de lançar filmes inspirados em clássicos contos de fadas, só que uma nova visão. Com João e Maria, não poderia ser diferente. O filme começa com os dois personagens chegando a casa de doces, onde são atacados por uma bruxa e Maria consegue a matar. Depois disso, o filme dá um pulo de alguns anos, mostrando reportagens mostrando várias bruxas que ambos mataram conforme foram crescendo.
O filme então se foca em uma pequena cidade onde crianças estão desaparecendo e suspeitam de que sejam bruxas. A partir dai você só vê bruxas, sangue e MUITAS cenas de ação e pancadaria. Graças ao 3D, as cenas de ação são intensas e sangue espirra para todos os lados. Os métodos dos irmãos para matar as bruxas são diferentes e certeiros.
Existe muitos momentos de humor, deixando o filme um pouco mais leve apesar das cenas intensas. A bruxa má (a atriz faz X-Men) brilha em seu papel e a trama é ótima, prendendo você a todo instante e esperando ansiosamente pelo clímax do filme.
Achei as cenas de lutas muito bem feitas. Ao contrário de outros filmes que os personagens apanham e nunca saem feridos, nisso acontece o oposto. Eles apanham MUITO e ficam bem machucados, mas também batem bastante. Outra coisa que está de parabéns é o figurino do filme que eu estou babando até agora (momento gostaria de ter o guarda roupa da Maria).
Enfim, a produção está de parabéns. A história te envolve e as interpretações não estão para trás. João e Maria é um ótimo filme para quem está procurando algo bom para assistir.
Nota: 5 estrelas


Mavi Tartaglia





domingo, 17 de fevereiro de 2013

CRÍTICA: O LADO BOM DA VIDA E LINCOLN

O Lado Bom da Vida








Sinopse: “Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.
            Com oito indicações ao Oscar, O Lado Bom da Vida é um daqueles filmes que você supostamente irá assistir e não irá se decepcionar. De fato, você não se decepciona. Com interpretações profundas, os atores te levam para dentro das vidas problemáticas e loucas de seus personagens, chamando sua atenção durante todo o filme com momentos que você fica surpresa pela profundidade dos diálogos, sem deixar nunca o lado cômico do filme.
            E apesar disso, tenho que dizer que fiquei decepcionada ao sair do cinema. Dessa vez, não aumentei tanto minhas expectativas, mas ainda esperava por algo um pouco mais de tirar o fôlego devido suas indicações ao Globo de Ouro e Oscar e as críticas positivas do filme. Mas a sensação que deixei o cinema foi que o filme tinha algo para oferecer, uma lição de vida que somente alguns percebem, mas não foi aquela emoção que te deixa arrepiada. O Lado Bom da Vida é aquele filme gostoso para se assistir em uma tarde de chuva debaixo das cobertas com uma boa companhia para dar algumas risadas. É um filme bom, mas não excepcional.
            A cena chave do filme, a competição de dança, foi cômica e gostosa de se ver e o final que agrada a todos, levando os personagens a se encontrarem e ter seus finais felizes em sua própria forma louca.
            Ainda assim, não consigo entender porque tanta badalação ao torno do filme. Concordo que os atores foram muito bons, desenvolvendo seus personagens com afinco e emoção, mas comparado aos outros filmes que estão na lista do Oscar e que eu já assisti até agora, não passa tanta emoção quanto aos outros, assim como não vejo uma grande produção envolvida, o que me leva a pensar: por que o filme está na lista do Oscar? Não quero ofender ninguém que gostou, porque eu também gostei bastante do filme. O Lado Bom da Vida me cativou de forma diferente, embalando-me com a ótima trilha sonora e as atuações, mas ao meu ver, ainda não consegui chegar em sua profundidade para entender porque tanto falam do filme, levando-o até a ser um dos preferidos ao Oscar.
            Em resumo, não é aquele filme que esperamos nas premiações – grande, majestoso e de tirar o fôlego – mas é cativante de uma forma diferente, uma comédia romântica pouco comum e ainda assim, de muito bom gosto.

Nota: 4 estrelas 



Lincoln




Sinopse: “Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.
            Em primeiro lugar, está difícil escolher um preferido no Oscar esse ano. Lincoln é o quarto filme da lista que assisto e junto com Os Miseráveis e AS Aventuras de Pi, é aquele filme que prende sua atenção, levando-te para um filme excepcional e com atores que fazem você se arrepiar com a intensidade de seus personagens.
           Daniel Day-Lewis incorpora o papel do ex-presidente dos EUA e com uma voz grave que chama sua atenção, ele desenvolve discursos de te fazer ficar de boca aberta com a intensidade e mensagem passada. Sally Field, que faz a mulher de Lincoln, pode não aparecer em muitas cenas, mas as em que aparece é para marcar presença e ser a atenção da cena. Uma das melhores cenas do filme foi em que os dois atores se encontram no quarto e começam a discutir sobre a ida do filho para a guerra. Essa cena mostrou intensidade na interpretação de ambos os atores, prendendo-te no que se passava e te deixando sem falas no final. Outros atores que se destacaram no filme foram Lee Jones e Lee Pace, que nas cenas que aparecem, souberam dar um show de atuação.
            Além das atuações impecáveis, o cenário e figurino estão de parabéns. Nada é deixado passar e ambos ajudam a dar um clima a história, favorecendo a fotografia e sendo tão perceptivelmente rico que é difícil deixar passar em branco.
            Lincoln é aquele filme que você acaba de assistir e não tem como não parar para pensar. Vendo o filme em uma época que já existem leis assegurando igualdade entre todos, é estranho e emocionante ver a luta pela liberdade dos escravos, assim como a polêmica do voto ser permitido para negros e mulheres.
            PS: Não posso deixar de falar que Steven Spielberg é um gênio e mais uma vez nos mostra como seu trabalho é incrível.
Nota: 5 estrelas

Mavi Tartaglia

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CRÍTICA: OS MISERÁVEIS E AS AVENTURAS DE PI



LES MISERÁBLES
Sinopse: “Hugh Jackman interpreta o ex-prisioneiro Jean Valjean, perseguido por décadas pelo implacável policial Javert (Crowe) depois que ele viola sua liberdade condicional. Quando Valjean concorda em cuidar de Cossete, a jovem filha de Fantine (Hathaway) que é funcionária de uma fábrica, suas vidas mudam para sempre.
O musical em cartaz há mais tempo em todo o mundo leva sua força para as telas na interpretação arrebatadora e espetacular de Tom Hooper da história épica de Victor Hugo. Com astros e estrelas internacionais e canções adoradas – incluindo “I Dreamed a Dream”, “Bring Him Home”, “One Day More” e “On My Own” – Os Miseráveis, o espetáculo dos espetáculos, renasce agora como a melhor experiência musical cinematográfica de todos os tempos.”
Hoje em dia, é difícil achar filmes que são musicas e de grande sucesso. Se pararmos para pensar, os únicos musicais que temos em filme são grandes clássicos no cinema ou na Broadway.
E depois de muito tempo sem um musical na tela, ano passado foi lançado o filme Les Miserábles, inspirado na obra de Victpr Hugo e no famoso musical.
Alguns filmes musicais, geralmente, além das músicas que pegam grande parte do filme, temos as falas. Mas não é isso que acontece em Les Miserábles. É quase impossível encontrar uma fala no filme e quando se encontra, geralmente ela é ritmada. O filme foi feito inteiramente com músicas, sendo elas mesmas autoexplicativas, contando a história ao telespectador.
No começo, para quem não é acostumado a assistir musicais, é algo diferente, mas você é rapidamente capturado pelas histórias dos personagens e com o desenvolvimento do filme.
O elenco foi maravilhosamente escolhido. A atuação de todos junto com suas vozes, deu uma emoção no filme que tem horas que é difícil respirar. Hugh Jackman, apesar de não ser um cantor com um vozerão, emociona em suas cenas, colocando toda a emoção no personagem e nos fazendo sentir o que ele passa na história. As melhores músicas, que me tiraram o fôlego e me deixaram com lágrimas nos olhos, foram com certeza I Dreamed a Dream, cantada por Anne Hathaway e que me tirou diversas lágrimas. A participação fa atriz foi pequena no filme, mas só por essa música, vale muito a pena. Outra revelação que gostei foi Samantha Banks, que também emocionou cantando On my Own e que arrebentou em seu papel.
O final do filme foi de tirar o fôlego. Na última música, foi impossível de controlar as lágrimas. A cena foi emocionante, fazendo os pelos de seus braços se arrepiarem com a performance perfeita dos atores.
As vozes dos atores realmente me impressionou, assim como as emoções que eles conseguiram transmitir através das canções. Havia momentos que se você fechasse os olhos, podia imaginar estar em um teatro ouvindo uma ópera.
Les Miserábles, um dos preferidos ao Oscar, realmente merece aplausos em pé. Um história emocionante embalando por músicas mais emocionantes ainda.  
Nota: 5 estrelas





AS AVENTURAS DE PI
            Sinopse: “Pi Patel (interpretado por Suraj Sharma, que venceu uma disputa com 3 mil concorrentes pelo papel) é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando do negócio, a família decide vender o empreendimento devido à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A ideia é se mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker.
            Life of Pi é aquele filme que as pessoas acham ao extremo: ou gostam extremamente ou odeiam extremamente. No meu caso, gostei extremamente.
            O filme, que você pode perceber em muitos momentos um cunho religioso, nos passa lições de vida durante toda a história que Pi conta. Para pessoas extremamente religiosas ou que não seguem uma religião, pode não gostar muito desse lado do filme, considerando que o protagonista possui três religiões. Mas quando o filme pega a parte principal, isso é esquecido um pouco de lado e quando aparece, você está tão envolvido pela história e situação de Pi que consegue entender a fé que o garoto possui.
O filme começa com um escrito que vai até Pi mandado através de um amigo deste para ouvir a história que ele tem para contar. Segundo o amigo de Pi, é uma história que poderia te fazer até acreditar em Deus.
            O filme tem alguns momentos de humor, mas sua mensagem principal é passar uma lição de vida. E olha, que lição! Acabei de ver o filme com lágrimas pelo meu rosto, emocionada pela história de Pi e do tigre Richard Parker.
            A trilha sonora foi muito boa, em algumas partes ajudando-nos a mergulhar na cena. Mas o que mais gostei do filme foi a fotografia e cenografia que tinha horas que te fazia ficar de queixo caído, de tão perfeito e magnifico que era. 
            Algo interessante e bem explorado no filme é a questão da sobrevivência de um humano preso em um bote com um tigre no meio do Oceano Pacífico. Imagina você estar nessa situação. Ao decorrer do filme, você pode captar como tanto Pi quanto Richard lutam pela sobrevivência e aos poucos têm que aprender a conviver um com o outro.
            O final, quando o Pi mais velho termina de contar a história ao escritor, é o momento que você entende o que ele quis dizer no começo sobre acreditar em Deus. As palavras que o protagonista usa te fazem sentir uma emoção que é quase impossível segurar as lágrimas.  Ele diz ao escritor que sua história é algo parecido com Deus: você não vê pessoalmente, não há provas, mas você acredita nele. O jogo de palavras misturadas com os sentimentos do personagem te faz parar para pensar e quando vê, pode estar chorando. Esse final realmente me emocionou e me deixou sem palavras. 
            Gostaria de ter tido a oportunidade de assistir ao filme em 3D, algo que alguns críticos disseram que deu uma emoção muito maior em algumas cenas, principalmente a do naufrágio.
            Vou acabar essa crítica com umas das frases mais tocantes do protagonista: “A vida é um ato de desapego, mas o que magoa é não poder dizer adeus.” 
            Para quem ainda não assistiu, não perca tempo. As aventuras de Pi é um filme maravilhoso e que tem o poder de tocar sua alma.
            Nota: 5 estrelas

Mavi Tartaglia 


sábado, 9 de fevereiro de 2013

CRÍTICA: AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL


LIVRO



Sinopse: "Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."

O livro é inteiramente contado através de cartas que Charlie envia para um amigo (que eu realmente gostaria de saber quem é, mas infelizmente não é revelado). As cartas contam sobre os acontecimentos que Charlie passa dia a dia no seu primeiro ano no Ensino Médio. No começo do livro, Charlie conta sobre seu único e melhor amigo, Michael, que acabou se suicidando. Agora Charlie tem que descobrir um modo de sobreviver ao colegial sozinho. Mas tudo muda quando ele conhece Patrick e Sam e com eles, começa a fazer novas amizades de descobrir o que a adolescência guarda para todos nós.
O livro, por ser escrito através de cartas de um adolescente, é uma leitura fácil, sem uma linguagem complicada. Mas infelizmente, por mais da metade do livro, ele não chama muito sua atenção. Você não fica presa na história, desejando acabar com ela rapidamente.
Acho que o livro fica realmente interessante pelo final, quando Charlie começa a ser afastado do grupo e quando volta, tem que enfrentar o fato de que seus amigos irão para a faculdade. Peguei-me na maior parte do livro torcendo para Sam e Charlie ficarem juntos, ou que algo acontecesse para me prender no livro. Muitas vezes, fiquei irritada com o protagonista que parecia que só sabia chorar e isso foi me revoltado.
No geral, o livro é bom. Não é aquela leitura que irá te envolver completamente, não querendo largar o livro. Mas é um livro calmo, para quando você quer ler algo fácil, com calma.
Há algumas passagens do livro que te faz parar para pensar, que faz você pensar um pouco em como está vivendo, toda a confusão que está nossas mentes na adolescência. Uma das passagens do livro que gostei e me fez pensar foi essa:
"Havia aquela parte em que um personagem, que é um arquiteto, está sentado em um barco com seu melhor amigo, que é magnata da imprensa. E o magnata da imprensa diz que o arquiteto é um homem muito frio. O arquiteto replica que, se o barco estivesse afundando, e só houvesse espaço para uma pessoa no bote salva-vidas, ele desistiria de sua vida com prazer em favor do magnata. E depois ele diz algo como…
“Eu morreria por você. Mas não viveria por você.”
Algo assim. Acho que a ideia é que cada pessoa tem de viver para a própria vida e depois escolher compartilhá-la com outra pessoa."
Enfim, o livro não é uma leitura perdida, mas se você espera um livro envolvente que te manterá acordada a noite, esse não é o livro adequado. 

Nota: 3

FILME


Estranhamente, esse é um daqueles filmes que ele é melhor do que o livro. Uma das coisas que gostei que o Charlie interpretado por Logan Lerman, apesar de ter todas as características do livro (tímido, invisível, perturbado , ele não chora por qualquer coisa, algo que me irritava tremendamente no livro. 
Eu amei a performance do ator que faz Patrick. Ele deu vida ao personagem, criando momentos cômicos e sendo um personagem que cativa sua atenção. Apesar de Emma Watson ser completamente diferente da descrição da personagem em relação a aparência, ela detonou como personagem de Sam. Realmente amei o modo que ela retrata Sam, com toda aquela animação e não somente cativando a atenção de Charlie, mas a de quem está assistindo o filme também.
O filme foi perfeitamente bem feito. Os atores - todos, sem exceção - detonaram em seus personagens. O que eu gostei do filme é que ele passa sentimentos para você que você não encontrou enquanto estava lendo o livro. A ótima trilha sonora do filme ajudou muito, fazendo você entrar no clima do filme e dos sentimentos dos personagens.
Houve muitas cenas do filme que eu ri muito, assim como teve cenas que me deixou com lágrimas nos olhos, como a cena que Charlie conversa com Sam no quarto dela, ou a cena final do filme, quando Charlie sobe na camionete e abre os braços, sentindo o vento em seu rosto. Essa cena em especial, abalada pelo som de Heroes ficou perfeita, me deixando arrepiada e com lágrimas nos olhos.
O que tenho para dizer depois de assistir o filme é que os atores estão de parabéns. Todos deram vida e emoção ao seus personagens. A história foi muito bem escrita e contada nas telas, despertando emoções em você, com ou sem a trilha sonora perfeita ao fundo.

Nota: 5

Mavi Tartaglia



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TRANCAFIADOS


Todos temos algo que não contamos para ninguém. Sentimentos tão profundos que até você tem medo de olhá-los. Sentimentos trancados tão bem dentro de si que as vezes até se esquece deles. Esses sentimentos geralmente estão ofuscados por um sorriso, por uma ação que você faz para mostrar que está tudo bem, quando na verdade, por dentro você se sente a beira de um penhasco, esperando a queda. Mas você é forte de qualquer modo. Porque as pessoas simplesmente não param e olham em seus olhos, não veem o que está escondido neles e o sofrimento que eles carregam. As pessoas se trancam em seus mundinhos, não percebem o que acontece ao redor. Ninguém liga. E então você também não liga. Você se tranca por dentro e finge por fora.
Mas nada é para sempre. Chega um momento, que por mais que se fuja, por mais que você tranque sua mente, querendo não pensar em algo, uma hora simplesmente, sem você perceber. é pesado demais para manter dentro de você. Sabe aquele momento em que você começa a chorar por razão nenhuma? Ele não existe. Você sempre está chorando por antigas feridas, por sentimentos trancados e há muito tempo não pensados e sentidos. 
Você nunca deve guardar uma coisa dentro de si por muito tempo. Cada segundo que passa, é pior. O que você está sentindo vai ficando maior, o tempo vai aumentando isso sem você se dar conta. E quando tudo explodir como uma bomba relógio, será pior. Todas as feridas tem que ser cicatrizadas, mais quanto mais tempo leva, mais tempo doí.
Quantas vezes você não desejou colocar tudo o que está escondendo para fora? Gritar e chorar até se esvaziar, até tirar tudo o que estava acorrentando dentro de si? Eu sinto isso o tempo todo. Eu sinto meus segredos e sentimentos me sufocando, implorando para serem libertos. Mas as vezes o medo de sofrer é maior. E então preferimos adiar, preferimos guardar.
Mas exatamente como uma bomba relógio, você não sabe quando tudo irá explodir e quantos danos irá causar. Não sabe quem irá atingir além de você. É imprevisível. É incontrolável.
E é por isso que há dias que você se sente para baixo. É por isso que há dias que você começa a chorar. É quando você se dá conta que não pode mais aguentar, não pode mais prender coisas que não devem ficar presas. E quando isso acontecer, simplesmente sinta tudo, diga tudo. Chore e grite, mas tente tirar tudo de dentro de você.
Nada dura para sempre. Nem os risos e nem as lágrimas. E por mais difícil que pareça, terá um dia que simplesmente a tranca irá se soltar sozinha. E é nesse dia que você se sentirá desmoronando por dentro. 

Mavi Tartaglia


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CRÍTICA: BELO DESASTRE


Sinopse: "Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura."

            Bem, o que dizer desse Livro? Sexy. Viciante. Tudo e mais um pouco. Literalmente, um belo desastre. Tenho que confessar que quando li a sinopse pela primeira vez desse livro, não me interessei e apesar de muitas pessoas estarem falando bem, me negava a ler. Mas um dia fui em uma loja, vi ele e decidi comprar. Foi a melhor e pior coisa que já fiz na minha vida.
            Peguei o livro para ler era meia noite e pensei comigo “vou ler só um pouco e vou dormir”. Eram quatro horas da manhã, eu já tinha passado da metade, estava surtando e não queria largar o livro. Terminei ele em menos de dois dias.
            Logo no primeiro capítulo, você já está enfeitiçada pela escrita e narrativa da autora, mas mais ainda, pelo protagonista Travis. Ele é tudo que uma garota deseja secretamente: bonito e bad boy. Mas mais do que isso, ele é inteligente, engraçado e quando quer, carinhoso. Em sua primeira fala, você já se sente atraída por ele e se apaixona cada vez que ele diz alguma coisa. Tenho que dizer que cada vez que ele chamava Abby de Beija-Flor, eu morria um pouco.
            Travis é um personagem que te encanta de todas as formas e foi ricamente construído. Com ele, tudo é ao extremo: ou você ama ou odeia, ou você sente ou é insensível. Não há outro modo de descrevê-lo. Terrivelmente sedutor, você deseja que ele seja real a cada página lida.
            Uma das coisas que me cativou nele é o modo que ele trata Abby. No começo, é obvio que ele quer apensar dormir com ela, mas quando a amizade deles se desenvolve, ele pode ser o melhor amigo que qualquer garota quer. Mas quando ele se apaixona por sua Beija-Flor, pronto, você está perdida. Travis vira terrivelmente carinhoso, romântico de seu modo, dependendo e ciumento. Sabem o Christian Grey ciumento? Travis Daddox pode ser muito pior.
            Abby é aquela protagonista que luta com todas as suas forças com o encanto de Travis, acreditando que ambos juntos nunca darão certo. Ela fugiu de sua cidade com sua melhor amiga para se tornar outra pessoa, uma pessoa desconhecida e que ninguém junta, mas no momento em que se aproxima de Travis, tudo está perdido. Muitas vezes do livro, tive vontade de dar uns tapas na Abby (mais do que no Travis) porque ela conseguia me irritar MUITO. Depois de um tempo, acaba se acostumando com o jeito dela e a entendendo um pouco mais.
            O passado da protagonista é revelado aos poucos e quando tudo parece ótimo, ele vem para assombrá-la e provar que todos os temores que ela tinha podiam se tornar reais, fazendo-a lutar ainda mais pelo que sente por Travis.O pequeno erro do livro é nessa parte. Quando descobri do passado de Abby, esperava que seu passado fosse mais bem esclarecido, como ela conheceu a America, como era sua relação com os pais mais aprofundada, como era sua antiga vida em geral. Isso tudo é passado muito rápido e sinti falta de uma explicação mais ampla.  
            O relacionamento dos protagonistas é como uma montanha-russa cheia de descidas e subidas que fazem seu estomago tremer. Os dois têm aquele típico relacionamento que passam o tempo inteiro brigando, mas separados não aguentam a dor que os assombra.
            America e Shepley são personagens secundários que realmente me cativaram. Geralmente, a melhor amiga da protagonista é chata e não muito importante, mas fiquei surpresa quando nesse livro eu America se tornou uma das melhores personagens. Posso dizer o mesmo, apesar de não na mesma intensidade, do namorado de America e primo de Travis, Shepley, que era um dos únicos que entendia Travis verdadeiramente.
            Outros personagens que gostei foram o pai e irmãos de Travis. Jim era engraçado e sábio e os irmãos eram um mais engraçado que o outro. Amei tanto eles que desejei que tivessem aparecido mais cedo na trama.
            Uma das coisas que gostei em todos os personagens foi o modo como eram impulsivos, principalmente Travis. Eles sentiam e faziam, o que causava muita confusão e acabava te prendendo mais ainda na história.
            Acabei de ler o livro querendo mais de Travis e Abby, sabendo que eles ainda iriam brigar e voltar muitas vezes mais. Belo Desastre é uma leitura leve, mas intensa, que te prende desde a primeira página até a última. 
Nota: 4 




Mavi Tartaglia



Guardiões da Galáxia Vol. 3 - Uma despedida agridoce

  Guardiões da Galáxia Vol. 3 chegou nesta quarta-feira (04/05) aos cinemas para fechar a trilogia do grupo, dirigido e roteirizado por Jame...