domingo, 17 de fevereiro de 2013

CRÍTICA: O LADO BOM DA VIDA E LINCOLN

O Lado Bom da Vida








Sinopse: “Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.”
            Com oito indicações ao Oscar, O Lado Bom da Vida é um daqueles filmes que você supostamente irá assistir e não irá se decepcionar. De fato, você não se decepciona. Com interpretações profundas, os atores te levam para dentro das vidas problemáticas e loucas de seus personagens, chamando sua atenção durante todo o filme com momentos que você fica surpresa pela profundidade dos diálogos, sem deixar nunca o lado cômico do filme.
            E apesar disso, tenho que dizer que fiquei decepcionada ao sair do cinema. Dessa vez, não aumentei tanto minhas expectativas, mas ainda esperava por algo um pouco mais de tirar o fôlego devido suas indicações ao Globo de Ouro e Oscar e as críticas positivas do filme. Mas a sensação que deixei o cinema foi que o filme tinha algo para oferecer, uma lição de vida que somente alguns percebem, mas não foi aquela emoção que te deixa arrepiada. O Lado Bom da Vida é aquele filme gostoso para se assistir em uma tarde de chuva debaixo das cobertas com uma boa companhia para dar algumas risadas. É um filme bom, mas não excepcional.
            A cena chave do filme, a competição de dança, foi cômica e gostosa de se ver e o final que agrada a todos, levando os personagens a se encontrarem e ter seus finais felizes em sua própria forma louca.
            Ainda assim, não consigo entender porque tanta badalação ao torno do filme. Concordo que os atores foram muito bons, desenvolvendo seus personagens com afinco e emoção, mas comparado aos outros filmes que estão na lista do Oscar e que eu já assisti até agora, não passa tanta emoção quanto aos outros, assim como não vejo uma grande produção envolvida, o que me leva a pensar: por que o filme está na lista do Oscar? Não quero ofender ninguém que gostou, porque eu também gostei bastante do filme. O Lado Bom da Vida me cativou de forma diferente, embalando-me com a ótima trilha sonora e as atuações, mas ao meu ver, ainda não consegui chegar em sua profundidade para entender porque tanto falam do filme, levando-o até a ser um dos preferidos ao Oscar.
            Em resumo, não é aquele filme que esperamos nas premiações – grande, majestoso e de tirar o fôlego – mas é cativante de uma forma diferente, uma comédia romântica pouco comum e ainda assim, de muito bom gosto.

Nota: 4 estrelas 



Lincoln




Sinopse: “Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.”
            Em primeiro lugar, está difícil escolher um preferido no Oscar esse ano. Lincoln é o quarto filme da lista que assisto e junto com Os Miseráveis e AS Aventuras de Pi, é aquele filme que prende sua atenção, levando-te para um filme excepcional e com atores que fazem você se arrepiar com a intensidade de seus personagens.
           Daniel Day-Lewis incorpora o papel do ex-presidente dos EUA e com uma voz grave que chama sua atenção, ele desenvolve discursos de te fazer ficar de boca aberta com a intensidade e mensagem passada. Sally Field, que faz a mulher de Lincoln, pode não aparecer em muitas cenas, mas as em que aparece é para marcar presença e ser a atenção da cena. Uma das melhores cenas do filme foi em que os dois atores se encontram no quarto e começam a discutir sobre a ida do filho para a guerra. Essa cena mostrou intensidade na interpretação de ambos os atores, prendendo-te no que se passava e te deixando sem falas no final. Outros atores que se destacaram no filme foram Lee Jones e Lee Pace, que nas cenas que aparecem, souberam dar um show de atuação.
            Além das atuações impecáveis, o cenário e figurino estão de parabéns. Nada é deixado passar e ambos ajudam a dar um clima a história, favorecendo a fotografia e sendo tão perceptivelmente rico que é difícil deixar passar em branco.
            Lincoln é aquele filme que você acaba de assistir e não tem como não parar para pensar. Vendo o filme em uma época que já existem leis assegurando igualdade entre todos, é estranho e emocionante ver a luta pela liberdade dos escravos, assim como a polêmica do voto ser permitido para negros e mulheres.
            PS: Não posso deixar de falar que Steven Spielberg é um gênio e mais uma vez nos mostra como seu trabalho é incrível.
Nota: 5 estrelas

Mavi Tartaglia

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CRÍTICA: OS MISERÁVEIS E AS AVENTURAS DE PI



LES MISERÁBLES
Sinopse: “Hugh Jackman interpreta o ex-prisioneiro Jean Valjean, perseguido por décadas pelo implacável policial Javert (Crowe) depois que ele viola sua liberdade condicional. Quando Valjean concorda em cuidar de Cossete, a jovem filha de Fantine (Hathaway) que é funcionária de uma fábrica, suas vidas mudam para sempre.
O musical em cartaz há mais tempo em todo o mundo leva sua força para as telas na interpretação arrebatadora e espetacular de Tom Hooper da história épica de Victor Hugo. Com astros e estrelas internacionais e canções adoradas – incluindo “I Dreamed a Dream”, “Bring Him Home”, “One Day More” e “On My Own” – Os Miseráveis, o espetáculo dos espetáculos, renasce agora como a melhor experiência musical cinematográfica de todos os tempos.”
Hoje em dia, é difícil achar filmes que são musicas e de grande sucesso. Se pararmos para pensar, os únicos musicais que temos em filme são grandes clássicos no cinema ou na Broadway.
E depois de muito tempo sem um musical na tela, ano passado foi lançado o filme Les Miserábles, inspirado na obra de Victpr Hugo e no famoso musical.
Alguns filmes musicais, geralmente, além das músicas que pegam grande parte do filme, temos as falas. Mas não é isso que acontece em Les Miserábles. É quase impossível encontrar uma fala no filme e quando se encontra, geralmente ela é ritmada. O filme foi feito inteiramente com músicas, sendo elas mesmas autoexplicativas, contando a história ao telespectador.
No começo, para quem não é acostumado a assistir musicais, é algo diferente, mas você é rapidamente capturado pelas histórias dos personagens e com o desenvolvimento do filme.
O elenco foi maravilhosamente escolhido. A atuação de todos junto com suas vozes, deu uma emoção no filme que tem horas que é difícil respirar. Hugh Jackman, apesar de não ser um cantor com um vozerão, emociona em suas cenas, colocando toda a emoção no personagem e nos fazendo sentir o que ele passa na história. As melhores músicas, que me tiraram o fôlego e me deixaram com lágrimas nos olhos, foram com certeza I Dreamed a Dream, cantada por Anne Hathaway e que me tirou diversas lágrimas. A participação fa atriz foi pequena no filme, mas só por essa música, vale muito a pena. Outra revelação que gostei foi Samantha Banks, que também emocionou cantando On my Own e que arrebentou em seu papel.
O final do filme foi de tirar o fôlego. Na última música, foi impossível de controlar as lágrimas. A cena foi emocionante, fazendo os pelos de seus braços se arrepiarem com a performance perfeita dos atores.
As vozes dos atores realmente me impressionou, assim como as emoções que eles conseguiram transmitir através das canções. Havia momentos que se você fechasse os olhos, podia imaginar estar em um teatro ouvindo uma ópera.
Les Miserábles, um dos preferidos ao Oscar, realmente merece aplausos em pé. Um história emocionante embalando por músicas mais emocionantes ainda.  
Nota: 5 estrelas





AS AVENTURAS DE PI
            Sinopse: “Pi Patel (interpretado por Suraj Sharma, que venceu uma disputa com 3 mil concorrentes pelo papel) é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando do negócio, a família decide vender o empreendimento devido à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A ideia é se mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker.”
            Life of Pi é aquele filme que as pessoas acham ao extremo: ou gostam extremamente ou odeiam extremamente. No meu caso, gostei extremamente.
            O filme, que você pode perceber em muitos momentos um cunho religioso, nos passa lições de vida durante toda a história que Pi conta. Para pessoas extremamente religiosas ou que não seguem uma religião, pode não gostar muito desse lado do filme, considerando que o protagonista possui três religiões. Mas quando o filme pega a parte principal, isso é esquecido um pouco de lado e quando aparece, você está tão envolvido pela história e situação de Pi que consegue entender a fé que o garoto possui.
O filme começa com um escrito que vai até Pi mandado através de um amigo deste para ouvir a história que ele tem para contar. Segundo o amigo de Pi, é uma história que poderia te fazer até acreditar em Deus.
            O filme tem alguns momentos de humor, mas sua mensagem principal é passar uma lição de vida. E olha, que lição! Acabei de ver o filme com lágrimas pelo meu rosto, emocionada pela história de Pi e do tigre Richard Parker.
            A trilha sonora foi muito boa, em algumas partes ajudando-nos a mergulhar na cena. Mas o que mais gostei do filme foi a fotografia e cenografia que tinha horas que te fazia ficar de queixo caído, de tão perfeito e magnifico que era. 
            Algo interessante e bem explorado no filme é a questão da sobrevivência de um humano preso em um bote com um tigre no meio do Oceano Pacífico. Imagina você estar nessa situação. Ao decorrer do filme, você pode captar como tanto Pi quanto Richard lutam pela sobrevivência e aos poucos têm que aprender a conviver um com o outro.
            O final, quando o Pi mais velho termina de contar a história ao escritor, é o momento que você entende o que ele quis dizer no começo sobre acreditar em Deus. As palavras que o protagonista usa te fazem sentir uma emoção que é quase impossível segurar as lágrimas.  Ele diz ao escritor que sua história é algo parecido com Deus: você não vê pessoalmente, não há provas, mas você acredita nele. O jogo de palavras misturadas com os sentimentos do personagem te faz parar para pensar e quando vê, pode estar chorando. Esse final realmente me emocionou e me deixou sem palavras. 
            Gostaria de ter tido a oportunidade de assistir ao filme em 3D, algo que alguns críticos disseram que deu uma emoção muito maior em algumas cenas, principalmente a do naufrágio.
            Vou acabar essa crítica com umas das frases mais tocantes do protagonista: “A vida é um ato de desapego, mas o que magoa é não poder dizer adeus.” 
            Para quem ainda não assistiu, não perca tempo. As aventuras de Pi é um filme maravilhoso e que tem o poder de tocar sua alma.
            Nota: 5 estrelas

Mavi Tartaglia 


sábado, 9 de fevereiro de 2013

CRÍTICA: AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL


LIVRO



Sinopse: "Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."

O livro é inteiramente contado através de cartas que Charlie envia para um amigo (que eu realmente gostaria de saber quem é, mas infelizmente não é revelado). As cartas contam sobre os acontecimentos que Charlie passa dia a dia no seu primeiro ano no Ensino Médio. No começo do livro, Charlie conta sobre seu único e melhor amigo, Michael, que acabou se suicidando. Agora Charlie tem que descobrir um modo de sobreviver ao colegial sozinho. Mas tudo muda quando ele conhece Patrick e Sam e com eles, começa a fazer novas amizades de descobrir o que a adolescência guarda para todos nós.
O livro, por ser escrito através de cartas de um adolescente, é uma leitura fácil, sem uma linguagem complicada. Mas infelizmente, por mais da metade do livro, ele não chama muito sua atenção. Você não fica presa na história, desejando acabar com ela rapidamente.
Acho que o livro fica realmente interessante pelo final, quando Charlie começa a ser afastado do grupo e quando volta, tem que enfrentar o fato de que seus amigos irão para a faculdade. Peguei-me na maior parte do livro torcendo para Sam e Charlie ficarem juntos, ou que algo acontecesse para me prender no livro. Muitas vezes, fiquei irritada com o protagonista que parecia que só sabia chorar e isso foi me revoltado.
No geral, o livro é bom. Não é aquela leitura que irá te envolver completamente, não querendo largar o livro. Mas é um livro calmo, para quando você quer ler algo fácil, com calma.
Há algumas passagens do livro que te faz parar para pensar, que faz você pensar um pouco em como está vivendo, toda a confusão que está nossas mentes na adolescência. Uma das passagens do livro que gostei e me fez pensar foi essa:
"Havia aquela parte em que um personagem, que é um arquiteto, está sentado em um barco com seu melhor amigo, que é magnata da imprensa. E o magnata da imprensa diz que o arquiteto é um homem muito frio. O arquiteto replica que, se o barco estivesse afundando, e só houvesse espaço para uma pessoa no bote salva-vidas, ele desistiria de sua vida com prazer em favor do magnata. E depois ele diz algo como…
“Eu morreria por você. Mas não viveria por você.”
Algo assim. Acho que a ideia é que cada pessoa tem de viver para a própria vida e depois escolher compartilhá-la com outra pessoa."
Enfim, o livro não é uma leitura perdida, mas se você espera um livro envolvente que te manterá acordada a noite, esse não é o livro adequado. 

Nota: 3

FILME


Estranhamente, esse é um daqueles filmes que ele é melhor do que o livro. Uma das coisas que gostei que o Charlie interpretado por Logan Lerman, apesar de ter todas as características do livro (tímido, invisível, perturbado , ele não chora por qualquer coisa, algo que me irritava tremendamente no livro. 
Eu amei a performance do ator que faz Patrick. Ele deu vida ao personagem, criando momentos cômicos e sendo um personagem que cativa sua atenção. Apesar de Emma Watson ser completamente diferente da descrição da personagem em relação a aparência, ela detonou como personagem de Sam. Realmente amei o modo que ela retrata Sam, com toda aquela animação e não somente cativando a atenção de Charlie, mas a de quem está assistindo o filme também.
O filme foi perfeitamente bem feito. Os atores - todos, sem exceção - detonaram em seus personagens. O que eu gostei do filme é que ele passa sentimentos para você que você não encontrou enquanto estava lendo o livro. A ótima trilha sonora do filme ajudou muito, fazendo você entrar no clima do filme e dos sentimentos dos personagens.
Houve muitas cenas do filme que eu ri muito, assim como teve cenas que me deixou com lágrimas nos olhos, como a cena que Charlie conversa com Sam no quarto dela, ou a cena final do filme, quando Charlie sobe na camionete e abre os braços, sentindo o vento em seu rosto. Essa cena em especial, abalada pelo som de Heroes ficou perfeita, me deixando arrepiada e com lágrimas nos olhos.
O que tenho para dizer depois de assistir o filme é que os atores estão de parabéns. Todos deram vida e emoção ao seus personagens. A história foi muito bem escrita e contada nas telas, despertando emoções em você, com ou sem a trilha sonora perfeita ao fundo.

Nota: 5

Mavi Tartaglia



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TRANCAFIADOS


Todos temos algo que não contamos para ninguém. Sentimentos tão profundos que até você tem medo de olhá-los. Sentimentos trancados tão bem dentro de si que as vezes até se esquece deles. Esses sentimentos geralmente estão ofuscados por um sorriso, por uma ação que você faz para mostrar que está tudo bem, quando na verdade, por dentro você se sente a beira de um penhasco, esperando a queda. Mas você é forte de qualquer modo. Porque as pessoas simplesmente não param e olham em seus olhos, não veem o que está escondido neles e o sofrimento que eles carregam. As pessoas se trancam em seus mundinhos, não percebem o que acontece ao redor. Ninguém liga. E então você também não liga. Você se tranca por dentro e finge por fora.
Mas nada é para sempre. Chega um momento, que por mais que se fuja, por mais que você tranque sua mente, querendo não pensar em algo, uma hora simplesmente, sem você perceber. é pesado demais para manter dentro de você. Sabe aquele momento em que você começa a chorar por razão nenhuma? Ele não existe. Você sempre está chorando por antigas feridas, por sentimentos trancados e há muito tempo não pensados e sentidos. 
Você nunca deve guardar uma coisa dentro de si por muito tempo. Cada segundo que passa, é pior. O que você está sentindo vai ficando maior, o tempo vai aumentando isso sem você se dar conta. E quando tudo explodir como uma bomba relógio, será pior. Todas as feridas tem que ser cicatrizadas, mais quanto mais tempo leva, mais tempo doí.
Quantas vezes você não desejou colocar tudo o que está escondendo para fora? Gritar e chorar até se esvaziar, até tirar tudo o que estava acorrentando dentro de si? Eu sinto isso o tempo todo. Eu sinto meus segredos e sentimentos me sufocando, implorando para serem libertos. Mas as vezes o medo de sofrer é maior. E então preferimos adiar, preferimos guardar.
Mas exatamente como uma bomba relógio, você não sabe quando tudo irá explodir e quantos danos irá causar. Não sabe quem irá atingir além de você. É imprevisível. É incontrolável.
E é por isso que há dias que você se sente para baixo. É por isso que há dias que você começa a chorar. É quando você se dá conta que não pode mais aguentar, não pode mais prender coisas que não devem ficar presas. E quando isso acontecer, simplesmente sinta tudo, diga tudo. Chore e grite, mas tente tirar tudo de dentro de você.
Nada dura para sempre. Nem os risos e nem as lágrimas. E por mais difícil que pareça, terá um dia que simplesmente a tranca irá se soltar sozinha. E é nesse dia que você se sentirá desmoronando por dentro. 

Mavi Tartaglia


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CRÍTICA: BELO DESASTRE


Sinopse: "Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura."

            Bem, o que dizer desse Livro? Sexy. Viciante. Tudo e mais um pouco. Literalmente, um belo desastre. Tenho que confessar que quando li a sinopse pela primeira vez desse livro, não me interessei e apesar de muitas pessoas estarem falando bem, me negava a ler. Mas um dia fui em uma loja, vi ele e decidi comprar. Foi a melhor e pior coisa que já fiz na minha vida.
            Peguei o livro para ler era meia noite e pensei comigo “vou ler só um pouco e vou dormir”. Eram quatro horas da manhã, eu já tinha passado da metade, estava surtando e não queria largar o livro. Terminei ele em menos de dois dias.
            Logo no primeiro capítulo, você já está enfeitiçada pela escrita e narrativa da autora, mas mais ainda, pelo protagonista Travis. Ele é tudo que uma garota deseja secretamente: bonito e bad boy. Mas mais do que isso, ele é inteligente, engraçado e quando quer, carinhoso. Em sua primeira fala, você já se sente atraída por ele e se apaixona cada vez que ele diz alguma coisa. Tenho que dizer que cada vez que ele chamava Abby de Beija-Flor, eu morria um pouco.
            Travis é um personagem que te encanta de todas as formas e foi ricamente construído. Com ele, tudo é ao extremo: ou você ama ou odeia, ou você sente ou é insensível. Não há outro modo de descrevê-lo. Terrivelmente sedutor, você deseja que ele seja real a cada página lida.
            Uma das coisas que me cativou nele é o modo que ele trata Abby. No começo, é obvio que ele quer apensar dormir com ela, mas quando a amizade deles se desenvolve, ele pode ser o melhor amigo que qualquer garota quer. Mas quando ele se apaixona por sua Beija-Flor, pronto, você está perdida. Travis vira terrivelmente carinhoso, romântico de seu modo, dependendo e ciumento. Sabem o Christian Grey ciumento? Travis Daddox pode ser muito pior.
            Abby é aquela protagonista que luta com todas as suas forças com o encanto de Travis, acreditando que ambos juntos nunca darão certo. Ela fugiu de sua cidade com sua melhor amiga para se tornar outra pessoa, uma pessoa desconhecida e que ninguém junta, mas no momento em que se aproxima de Travis, tudo está perdido. Muitas vezes do livro, tive vontade de dar uns tapas na Abby (mais do que no Travis) porque ela conseguia me irritar MUITO. Depois de um tempo, acaba se acostumando com o jeito dela e a entendendo um pouco mais.
            O passado da protagonista é revelado aos poucos e quando tudo parece ótimo, ele vem para assombrá-la e provar que todos os temores que ela tinha podiam se tornar reais, fazendo-a lutar ainda mais pelo que sente por Travis.O pequeno erro do livro é nessa parte. Quando descobri do passado de Abby, esperava que seu passado fosse mais bem esclarecido, como ela conheceu a America, como era sua relação com os pais mais aprofundada, como era sua antiga vida em geral. Isso tudo é passado muito rápido e sinti falta de uma explicação mais ampla.  
            O relacionamento dos protagonistas é como uma montanha-russa cheia de descidas e subidas que fazem seu estomago tremer. Os dois têm aquele típico relacionamento que passam o tempo inteiro brigando, mas separados não aguentam a dor que os assombra.
            America e Shepley são personagens secundários que realmente me cativaram. Geralmente, a melhor amiga da protagonista é chata e não muito importante, mas fiquei surpresa quando nesse livro eu America se tornou uma das melhores personagens. Posso dizer o mesmo, apesar de não na mesma intensidade, do namorado de America e primo de Travis, Shepley, que era um dos únicos que entendia Travis verdadeiramente.
            Outros personagens que gostei foram o pai e irmãos de Travis. Jim era engraçado e sábio e os irmãos eram um mais engraçado que o outro. Amei tanto eles que desejei que tivessem aparecido mais cedo na trama.
            Uma das coisas que gostei em todos os personagens foi o modo como eram impulsivos, principalmente Travis. Eles sentiam e faziam, o que causava muita confusão e acabava te prendendo mais ainda na história.
            Acabei de ler o livro querendo mais de Travis e Abby, sabendo que eles ainda iriam brigar e voltar muitas vezes mais. Belo Desastre é uma leitura leve, mas intensa, que te prende desde a primeira página até a última. 
Nota: 4 




Mavi Tartaglia



CRÍTICA: SÉRIE FALLEN


Sinopse: “Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no internato. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder... mesmo que isso a aproxime da morte.”

O cenário em que Fallen é passado é algo que te deixa com a testa franzida, não sabendo se gosta ou não. Depois de algumas páginas, você acaba percebendo que a escola macabra que agora Luce frequentava era perfeita para a história que estava prestes a se desenrolar.
Algo intrigante é que quando você começa a ler o livro, apesar de Daniel ser extremamente bonito e Luce se sentir enfeitiçada por ele pela primeira vez que o vê, o modo como ele age, sendo grosseiro com a protagonista faz você não gostar dele. Do outro lado da moeda, está Cam, quase tão bonito quanto Daniel, só que gentil e que parece gostar de Luce, o que nos chama a atenção rapidamente.
Com o desenrolar do livro, você fica cada vez mais querendo saber o que cercava os dois garotos bonitos, mas extremamente diferentes, assim como outros personagens que você começa a amar facilmente.
Quando Luce finalmente consegue a atenção de Daniel, parece que tudo que você havia lido se desfaz. De repente, ele se torna tudo o que uma garota sonhou, enquanto Cam acaba virando o vilão.
Em meio a um acontecimento catastrófico, Luce parece descobrir tudo ao mesmo tempo. Daniel, Cam e seus amigos eram anjos caídos e ela já vivia um romance com o lindo loiro de olhos lilás a milhares de anos.
O desfecho do livro te deixa mais ansiosa ainda para saber o que irá acontecer com Luce e Daniel, querendo mais do que a própria protagonista entender o passado que a cercava e o que a levara a morrer toda vez que se aproximava de seu verdadeiro amor.
Nota: 4


Sinopse: “Quantas vidas você precisa viver antes de encontrar alguém que valha a pena morrer? Como consequência do que aconteceu na Sword & Cross, Luce foi escondida por seu namorado que é um anjo amaldiçoado, Daniel, em uma nova escola repleta de Nephilim, descendentes de anjos caídos e seres humanos. Daniel prometeu que ela estará segura aqui, protegida daqueles que querem matá-la. Na escola a Luce descobre o que as Sombras que a seguiram durante toda a sua vida significam – e como manipulá-las para ver dentro de suas outras vidas. Ainda assim, quanto mais a Luce aprende sobre si mesma, mais ela percebe que o passado é sua única chave para desbloquear seu futuro… e que Daniel não lhe disse tudo. E se a versão dele do passado não é bem como as coisas realmente aconteceram… e se a Luce era para estar realmente com outra pessoa?”

Quando começa a ler a continuação de Fallen, você já está ansiando para descobrir o grande mistério que cerca Luce e Daniel, mas com o passar das páginas, está tão sem informações quanto Luce. O modo como a autora descreve os sentimentos dos personagens e até mesmo o cenário, tudo detalhadamente, ajuda você a ficar cada vez mais apreensiva.
Tormenta parece ser o nome perfeito para esse livro: Luce está mais confusa do que nunca, querendo saber de seu passado, mas a cada passo que dá para frente, percebe que nada é como ela imaginava.
O que me deixou irritada nesse livro é como Luce começa a se comportar. Cada página lida, eu tinha vontade de arrancar ela de dentro do livro e lhe dar umas bofetadas. Às vezes fico me perguntando como uma personagem pode ser tão burra! Minha irritação começa quando o novo amigo dela, Miles, começa a dar em cima dela e ela de repente começa a corresponder. Alôôô, e o Daniel? Eu entendo que ela está confusa, mas isso não ajuda nada.
Minha irritação com ela chega ao máximo quando ela beija o Miles e Daniel vê. Em alguns momentos do livro, fiquei impressionada com a profundidade de raiva que estava adquirindo pela protagonista.
Tirando essa parte de minha irritação, o livro te faz querer ainda mais. Você deseja saber mais sobre Daniel e porque ele está ao lado de Cam, assim como quer saber qual será o futuro do casal.
O final me pegou de surpresa. O quanto eu amei, também o odiei. Daniel prova que ama Luce apesar do que ela fez, comparecendo a casa dela com os anjos caídos para um jantar e quando o jantar de repente se torna em uma luta, você fica sem fôlego, imaginando o que os párias querem com a Luce e porque ela é tão importante para todos.
A reação de Cam e Miles me surpreendeu e fez meu coração disparar, assim como o momento que Luce entra no anunciador para viajar pelo seu passado. A parte do ódio que falei acima é exatamente essa: Luce entra em seu passado duvidando de seu amor por Daniel e da história de ambos, enquanto o livro termina com Daniel indo atrás dela, mostrando mais uma vez que a ama mais do que deveria. Tenho que dizer que terminei esse livro revoltada e não sabendo o que esperar na continuação. 
Nota: 3,5


Sinopse: “Antes que Luce e Daniel se conhecessem na Sword & Cross e tivessem lutado contra Imortais e Párias, eles viveram muitas vidas. O amor de Luce por Daniel é mais forte do que tudo, exceto, talvez, pela necessidade de saber mais sobre a história dos dois e as razões por trás da maldição que atormenta suas vidas. Levada por um impulso irracional, Luce se arrisca ao mergulhar em um Anunciador e começa a atravessar os séculos. Ao encontrar versões passadas de si mesma e de Daniel, vai recolhendo pistas que podem ajudá-la a compreender seu destino.”

Comecei lendo o livro imaginando qual seria a outra confusão que Luce faria e morrendo de raiva dela. Mas ao ler o modo como de repente ela se sentia confusa e queria poder estar ao lado de Daniel, minha raiva foi diminuindo.
Fiquei fascinada pelas viagens de Luce, que ia cada vez mais para o passado ver como eram suas vidas anteriores com Daniel, torcendo para encontrar alguma coisa que explicasse porque ela e Daniel estavam amaldiçoados e não podiam viver o amor que sentiam.
Conforme vai passando a leitura, você começa a compreender juntamente com Luce o quanto Daniel sofria em cada morte da amada, assim como entende que não importava o que ela era e nem como ela era, ele sempre a amava de forma irracional, assim como todas as vezes que ela olhava para ele, apaixonava-se instantaneamente.
Chega um ponto do livro que você não sabe mais o que esperar e nem procurar. Bill, um gárgula que se apresenta para Luce, começa a viajar com ela nos anunciadores, alegando que a está ajudando a compreender o seu passado e como viver ao lado de Daniel. No final do livro, é revelado quem ele realmente é e o que planeja, algo que surpreende não somente Luce, mas também os leitores.
Você chega ao final do livro mais desesperado do que nunca, querendo o último livro desesperadamente. Luce acaba sua jornada compreendendo que o que ela e Daniel sentiam era amor verdadeiro e nunca devia ter duvidado disso, mas talvez agora seria tarde demais, pois ela e os anjos caídos tinham somente nove dias para impedir que todo o passado deles mudassem.  
Nota: 4

Sinopse: “O quarto e último aguardado livro da série Fallen, Luce e Daniel estão juntos e parece que nada mais vai separá-los. O problema é que o destino amaldiçoado de uma mortal e de um anjo caído promete surpresas. O céu está escuro com asas… Como a areia numa ampulheta, o tempo está se esgotando para Luce e Daniel. Para parar Lúcifer de apagar o passado eles devem encontrar o luga onde os anjos caíram na terra. Forças sombrias estão atrás deles, e Daniel não sabe se consegue fazer isso—viver só para perder Luce uma vez e mais outra. No entanto, juntos, eles enfrentarão uma batalha épica que deixará corpos sem vida… e poeira de anjos. Grandes sacrifícios são feitos. Corações são destruídos. E de repente, Luce sabe o que deve acontecer.”

O que senti ao ler Êxtase é falta de ar o tempo inteiro. O livro já começa em uma jornada onde todos os anjos caídos têm que ir atrás de três relíquias para descobrir onde os anjos caíram anos atrás para impedir que Lúcifer apague o passado deles.
O livro com certeza é o melhor de toda a série, muito bem escrito e que te prende a cada linha. Você sente a todo o momento uma ansiedade crescendo conforme o tempo dos anjos e de Luce para salvarem o passado vai acabando.
Mais do que nunca, a autora surpreende a todos ao revelar as relíquias e o que deve ser feito para descobrirem o local da queda. Dee, uma das relíquias, logo se mostra uma personagem grande e importante, mas fiquei com um pé atrás com ela até o último instante.
Tenho que dizer que fiquei muito decepcionada com uma morte em especial. Spoiler a seguir: para salvar Luce, Gabbe e Molly se jogam em frente a uma flecha e acabam morrendo. Não posso dizer o quanto eu xinguei a autora nesse momento. Gabbe era uma das minhas personagens preferidas e fiquei muito triste por saber que ela morrera.
Enfim, quando finalmente a autora revela o que é Luce e sua verdadeira história, como ela conheceu Daniel e parou no meio da maldição, fiquei em choque. Eu esperara tudo, menos o que realmente aconteceu. Acredito que não fui a única surpresa com a história revelada, o que em meu ponto de vista foi um golpe de mestre.
No momento em que entendemos a maldição, sinto que xinguei mais ainda a autora, adorando sua audácia, mas com uma raiva tremenda de Lúcifer e do personagem de Deus descrito no livro – acredito que isso não seja muito bom, levando em conta que quase xinguei a Deus...
O que tenho que dizer sobre esse livro é que ele teve muitas surpresas, assim coo personagens cativantes, dois deles sendo Dee e Phill, um pária que se juntou com os anjos para salvar o passado. Lauren realmente acertou quando colocou os párias ao lado dos anjos, deixando o livro ainda melhor.
O final do livro, a escolha de Luce, me fez chorar horrores. Amei o epílogo e a última frase do livro me tirou o fôlego, me fazendo chorar ainda mais. Gosto de pensar que esse foi o melhor final para Luce e Daniel, mas fico triste ao pensar que eles nunca mais verão os outros anjos caídos e Miles e Shelby. Mas não tenho o que reclamar e não consigo imaginar um final tão perfeito quanto esse.
O que tenho para dizer é que terminei de ler Êxtase, literalmente, em êxtase.
Nota: 5 

Mavi Tartaglia





Crítica: À Primeira Vista e Um Porto Seguro


Sinopse: “Jeremy Marsh tinha três certezas: jamais se mudaria de Nova York, não se apaixonaria novamente e nunca teria filhos. Mas agora ele está prestes a se casar com Lexie Darnell e aguarda a chegada da primeira filha, enquanto conduz a reforma de sua nova casa na pequena cidade de Boone Creek, na Carolina do Norte.
Em meio a tantas mudanças, Jeremy luta para reencontrar o equilíbrio pessoal e profissional ao lado da mulher que o fez mudar todos os seus planos. Quando tudo parece estar entrando nos eixos, Jeremy recebe um misterioso e-mail que dá início a uma série de acontecimentos que irão testar a força dessa paixão.
Atormentado pela ideia de estar sendo traído, vivendo uma crise criativa que o impede de trabalhar e angustiado com a gestação complicada de Lexie, ele não poderia imaginar que o pior – e o melhor – ainda estava por vir.”

Mais uma vez, estou aqui trazendo um livro de Nicholas Sparks que acabei de devorar. À Primeira Vista é a continuação do livro O Milagre, que já li a algum tempo e acabei de o ler com lágrimas nos olhos. Na época lembro que ele não me fez chorar como geralmente acontece comigo nos livros desse autor, mas acabei de lê-lo tendo uma parte de mim acreditando que milagres podem acontecer.
Fiquei intrigada quando descobri que esse livro seria a continuação de O Milagre e curiosa para saber qual seria o futuro dos protagonistas. No começo, tenho que dizer que comecei a ficar meio decepcionada com o rumo que a história estava tomando: Lexie havia começado a me irritar com suas atitudes e não sabia o que pensar de Jeremy com todas aquelas dúvidas que o cercava.
A história realmente começou a captar minha atenção quando eles se acertam e a trama envolvendo o bebê começa. Você começa a perceber os dramas que sempre preenchem os livros de Nicholas Sparks, sempre se surpreendendo com o final de seus livros. E com À Primeira vista, não é diferente.
Ao passar as páginas, você já começa com a conhecida sensação de que algo grande está chegando. Sempre que um livro do autor acaba bem, pode saber que no próximo você irá chorar até quase secar. O final do livro me deixou aos prantos, surpreendendo-me e fazendo meu coração inchar até ele se quebrar em milhões de pedacinhos.
Para que é fã de Nicholas Sparks e de seus dramas, esse livro não pode ficar em falta. Quem puder, leia O Milagre e logo em seguida À Primeira Vista para não ficar perdido.
Nota: 4


Sinopse: “Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.”

Esse com certeza é um dos melhores livros de Nicholas Sparks. Quando comecei a lê-lo, logo percebi que o texto tinha uma escrita fácil e intrigante, o que te prendia na história, não querendo abandonar o livro.
Logo no inicio, você já pega no ar que Katie chegara a cidade fugindo de algo sombrio de seu passado. No começo, ela não quer se envolver com ninguém, mas seus planos acabam mudando quando ela conhece Jo, sua vizinha – personagem que logo me chamou a atenção e me cativou – e uma mulher sincera que estava sempre ao lado de Katie para lhe dar conselhos. Junto com Jo, entra os dois filhos de Alex, o Josh e a pequena Kristen que rouba nossos corações em sua primeira fala.
Katie também cai nos encantos de Kristen, o que a faz se aproximar de Alex e acabar se apaixonando por ele, algo que ela reluta, mas não consegue evitar depois de algum tempo.
Quando está tudo ficando bem, a história da misteriosa protagonista começa a ser revelada. Spoilers a seguir: Katie é casada e havia fugido de seu marido que a batia e abusava dela. Cansada da vida que tinha, depois de vários planos falhos, ela finalmente conseguiu fugir.
Na primeira vez que você lê o ponto de vista de seu “antigo” marido, você logo pega raiva dele, principalmente se for feminista. Ele é um policial que bate na própria mulher, machista e ainda por cima usa a religião para justificar o que fazia com Katie. Em poucas linhas, fica claro que ele é um psicopata.
Nicholas Sparks realmente se sobressaiu ao escrever Um Porto Seguro. Adorei o modo como ele construiu o passado de Katie, fazendo-nos temer pela protagonista, mas também nos fazendo pensar em como mentiras podem afetar nossa vida. Outro pinto positivo foi à crítica quase imperceptível que ele faz contra policias corruptos, mas ainda mais, contra homens que batem em mulheres. Foi um fato bem chocante e pesado esse tema, o que fez o livro ser ainda melhor.
O ponto alto do livro é o clímax, que te prende de uma forma que fica quase impossível respirar. A cada linha lida, você fica mais ansiosa para saber o que irá acontecer com Katie, Alex e os outros personagens.
Spoiler a seguir: algo que eu realmente não esperava era a revelação de quem realmente era Jo. Tenho que dizer que nunca imaginei essa hipótese e quando ela foi revelada, fiquei em choque e comecei a chorar, entendo porque essa personagem havia me cativado tanto.
Adorei tanto o livro que posso me arriscar que é o melhor do autor. Não posso realmente expressar em palavras o que senti com esse livro. O tema abordado e a escrita que te fez ficar sem folego – principalmente no final – fez eu me tornar ainda mais fã desse autor.
PS: O livro fez tanto sucesso que ele já virou filme, programado para ser lançado no começo de 2013. O primeiro trailer já foi divulgado.
Nota: 5 

TRAILER DO FILME:
Mavi Tartaglia






Guardiões da Galáxia Vol. 3 - Uma despedida agridoce

  Guardiões da Galáxia Vol. 3 chegou nesta quarta-feira (04/05) aos cinemas para fechar a trilogia do grupo, dirigido e roteirizado por Jame...