sábado, 30 de outubro de 2021

Ancestrais

 


Música: Los Cuatro Elementos

É dia 31 de outubro. A noite que espero todos os anos. O dia dos mortos. Um ciclo sem fim. Tudo que começa tem um fim. E todo fim é um novo começo. Do pó nasceu, ao pó retornará. Esse é o dia que o véu fica mais fino, quando a comunicação entre os mundos é um pequeno fio de prata. Basta tocar para chegar até lá.

O sol está se pondo. Ao contrário da movimentação na cidade que já começou, as crianças vestindo fantasias e pedindo doces; a floresta está calma. Uma leve brisa faz as folhas se mexerem. Retiro meus sapatos e deixo meus pés tocarem o chão, sinto a terra úmida o acolhendo. 

Sento-me e fecho meus olhos e abro os braços, deixando as palmas para cima. Visualizo raízes saindo de meu tronco, descendo por minhas pernas, alcançando a terra. Minhas raízes, que sustentam todo o meu ser. Elas descem profundamente, adentram a terra e fazem seu caminho cada vez mais para baixo. Passam a terra, as rochas, a água. Cavam e cavam em busca do fogo que alimenta o centro da Terra. O fogo que dá vida, energia.

Sinto aquelas chamas aquecendo, subindo por minhas veias. Meu coração se acelera, um tambor dentro de mim. BUM BUM... O som ressoa em meus ouvidos. Minha caixa toráxica parece que vai explodir de tanta energia. A brisa não é mais fria em minha pele. Sinto que estou em chamas. 

Abro meus olhos cheia dessa nova energia milenar. Pego o tambor ao meu lado e começo a tocar suavemente, baixo. Devagar, aumento o som e bato no ritmo do meu coração. A floresta parece brilhar sob o sol poente.

O sol está abaixando. Deixo o tambor no chão e me levanto, erguendo as mãos para o céu. E as chamo. Chamo cada uma delas, cada pequena partícula que fazem parte de mim. Cada uma que já seu foi e deixou sua marca. Uma. Duas. Três... Milhares. 

As mulheres são jovens, mas todas têm cabelos longos. Alguns são brancos. Mas todos os rostos são jovens. Todas sorriem e dançam ao seu ritmo ao meu redor, me convidando a me juntar à elas. Sinto os puxões pelas raízes. Em seus olhares, posso reconhecer eu mesma. Cada mulher que criou e pariu. Cada mulher que derramou seu sangue. Tudo para eu nascer.

Não me sinto mais em meu corpo. Sinto algo ressoante em minha mente, fazendo meus membros se mexerem por vontade própria. É quase como se não tocasse o chão. Lágrimas descem por meu rosto. Elas me cercam em seu círculo de segurança e amor, lembrando-me de continuar. Lembrando-me da chama viva dentro de mim, que queima, que ânsia por paixão e vida.

Meus joelhos cedem e caiu deitada. Abro os olhos. Está escuro. Meu rosto está molhado. Meu coração bate depressa. E tudo que sinto é carinho e força. Estou sozinha. Elas se foram. Abro um sorriso. Estou sozinha, mas nunca só.


À todas as mulheres que encontram força todos os dias para lutar. A chama está acessa dentro de você. Deixe suas raízes te fortalecerem e chame suas ancestrais. A raiz é profunda e forte.

terça-feira, 13 de julho de 2021

terça-feira, 1 de junho de 2021

Resenha O nascer do amor - Série Jardim dos Girassóis

 



Sinopse: "O que fazer quando o direito de tomar as principais decisões sobre o futuro não está nas suas mãos?

Quando o filho mais velho entre quatro irmãos, João Gabriel, se vê responsável não só pela sua subsistência, mas, de toda a sua família, como ele vai decidir entre a responsabilidade e o amor?

Quando a jovem Ana Flor se depara com a consequência de suas próprias decisões, ela só pode esperar que o Amor que se enraizou no seu corpo e germinou, resista a ausência e a distância.

Neste primeiro volume da série, descobriremos que os sonhos românticos da adolescência, na melhor das hipóteses, servirão como uma base sólida para a maturidade.

E em outras…"

A resenha de hoje é de um livro de uma autora nacional, Luciana Oliveira! A primeira parte da série Jardim dos Girassóis, que contém três livros, gira em torno de Ana Flor, uma jovem de 15 anos, uma filha superprotegida pelos pais ricos e donos da maior fazenda da região; e João Gabriel, filho de um dos empregados do pai de Ana que acaba de chegar à cidade.

Só por esse trechinho vocês já sentiram a pegada do livro, não é? O nascer do amor é um Young Adult que tem tudo que você ama: um casal fofo, um amor que parece impossível, momentos de tirar o fôlego, momentos que dá raiva e você tem vontade de entrar no livro e dar uns tapas em certos personagens. É a receita perfeita! E a escrita da autora deixa tudo ainda melhor. Ela é leve e instigante, o que faz você querer devorar o livro e ao mesmo tempo não querer terminar a história.

O que mais cativa na história com certeza são os personagens principais, Ana Flor e João Gabriel. Ambos mostram uma maturidade para suas idades devido a situações que passam com suas famílias – apesar de bem diferentes – mas que os moldaram para ver o mundo além das aparências. E mesmo assim, de repente, eles se veem presos no primeiro amor, naquele frio na barriga que todo adolescente já passou um dia. Mas será que o amor de Ana e João é apenas um amor adolescente?

O livro também traz lindas mensagens de amor, família, superação e debates como abuso familiar, agressões e pensamentos antigos, como machismo, todos abordados de forma leve, mas que não perdem sua importância.

Para quem está procurando por aquela leitura deliciosa, cheia de romance e reviravoltas, não perca essa dica! E ainda estará enaltecendo a literatura nacional! Instagram da autora @lsoliveira80_escritora

Não deixem de me seguir no instagram @mavitartaglia

 


quinta-feira, 13 de maio de 2021

Crítica Shadow And Bone (Netflix)

 



Shadow and Bone foi anunciada com a promessa de ser a nova sensação de fantasia, chegando a ser mencionado que substituiria o vazio deixado por Game of Thrones. Lançada em 23 de abril pela Netflix, a série conseguiu cumprir o que prometia?

Sombra e Ossos é ambientada em um mundo que está em guerra, dividido por uma Dobra das Sombras, uma faixa de escuridão repleta de monstros sanguinários. Neste contexto, a jovem órfã Alina Starkov descobre um poder que seria capaz de finalmente unir os povos. Logo, ela é convocada pelo misterioso General Kirigan, conhecido como Darkling, para fazer da elite mágica Grishas e é exaltada como uma Conjuradora do Sol.

Começando pelos pontos positivos, eu achei genial adaptarem Six of Crows junto à trilogia Grisha principal. Em uma série adaptada, sabíamos que os episódios não iriam se focar somente na trilogia principal, o que deixava a dúvida de que história mais eles explorariam. Aproveitar os outros livros e já juntar personagens conhecidos e queridos pelos fãs foi uma boa jogada.

Mais do que isso: deixou o roteiro interessante. O núcleo dos Corvos foi MUITO bem escrito, muitas vezes roubando os holofotes para eles e deixando a história principal em segundo plano – infelizmente. Muito disso eu atribuo aos atores que entregaram atuações fabulosas em seus personagens, tornando-os interessantes, humanos e com várias camadas, deixando-os muito mais próximos do público. Muitas vezes me via pegando querendo continuar em suas jornadas do que na de Alina.

Outro ponto positivo da série foi o desenvolvimento de Mal que nos livros é bem raso, o que não o torna um adversário tão bom pelo coração de Alina. Mostrar o passado dele e Alina reforçou a ligação que eles possuem não só como amigos, mas o que fez eles se apaixonarem.

Os flashbacks com Darkling também ajudaram a entender melhor seu personagem e de onde vem sua jornada e porque ele adentrou o lado negro, por assim dizer (ainda não li todos os livros, então não sei como isso foi mostrado nas páginas).

Ben Barnes está bem em seu papel, dando o peso e charme necessário para seu personagem. Quero ver como irá se sair na segunda temporada com seu plot twist. Jessie Mei Li achei no começo meio travada, não muito confortável, mas depois foi ficando mais natural no papel.

Os efeitos visuais e fotografias são todos muitos bonitos e bem feitos. O problema da série está no roteiro que tem alguns problemas de desenvolvimento – o mesmo que vejo um pouco nos livros. Enquanto nos livros há um problema de desenvolvimento de background de personagens, no roteiro da série foram construção de situações. Momentos chaves, como a primeira vez que Alina usa seus poderes, sua demonstração de poderes no Festival, a batalha final ao atravessar a dobra, encontro com o cervo; todos, apesar de bonitos, ficou com um sentimento de que faltava algo à mais, principalmente para quem leu os livros. Não houve uma boa construção de momento de tensão, uma construção para que tornasse aquele momento memorável (e isso tira totalmente a comparação com Game of Thrones, afinal, ninguém nunca vai esquecer como Daenarys se tornou a Mãe dos Dragões).

Outros dois fatores importantes que faltaram na série e que para mim afetaram muito o desenvolvimento foram: desenvolvimento de Alina como Grisha e a história do Cervo. Alina passa um bom tempo no Pequeno Palácio e passa por diversos treinamentos que a faz entender o mundo Grisha, mas principalmente a si mesma e sua descoberta de como escondeu seus poderes por tanto tempo. Tudo isso é extremamente importante para a relação que desenvolve com o Darkling e Mal ao decorrer da série – inclusive uma cena cortada que ela discute com o Mal.

O segundo é a história do Cervo. Darkling conta para Alina, ela não sabia da existência desse ser místico. Esse momento é de EXTREMA importância para explicar a ligação de Alina e o Cervo e porque o “OSSOS” do título. Um diálogo que explica o quão complexo chega a ser isso e a que ponto chega maldade de Darkling.

Falo que esses dois fatores fazem falta porque isso modificou a batalha final, o que afeta muito Alina nos livros. A cena final, no fim, apresentou tudo o que eu esperava desde o começo: ser surpreendida com um momento bem construído.

A série promete muito com sua narrativa e atores, mas precisa acertar uns pontos para sua narrativa chegar em algo maior.

Mavi Tartaglia

sábado, 11 de janeiro de 2020

O mistério de Max Owen, de Ariel Gomes


Sinopse: “Max só queria se divertir, deixar os problemas que tinha em casa de lado e curtir a vida como um adolescente normal, contudo, acaba se metendo em algo extremamente perigoso e só se dá conta disso quando sua melhor amiga, Annie, é assassinada no banheiro de uma festa misteriosa.

Sem saber o que fazer, Max decide fugir, achando que assim tudo voltaria a ser como antes.

Mas nem tudo acontece da maneira esperada. Segredos, drogas, mentiras, amor e amizade.

Desvende o Mistério de Max Owen!

E lembre-se: quando você se envolve com coisas que não sabe lidar, elas te dominam.”

Nos últimos tempos a temática suspense policial tem chamado bastante minha atenção, tanto no mundo literário quanto audiovisual. Fiquei super feliz ao encontrar Max Owen, um livro de autor nacional independente que possui essa temática.

A sinopse não entrega quase nada da história, o que me deixou ainda mais curiosa para começar o livro. Ele é pequeno, com poucas páginas, e a escrita do autor é leve apesar de tratar um tema pesado. Os capítulos pequenos se juntam à esse fator, fazendo a leitura ser ágil, sendo possível ler o romance em um dia.

A história é muito envolvente e você quer saber o que está acontecendo. Os personagens também são muito bons, mostrando que todos possuem seu lado ruim e segredos. Uma coisa que adoro em romances policiais é como mostram diversas facetas do ser humano, mostrando que ninguém é tão inocente.

Por a história ter muito potencial e ser uma trama que te prende, achei que o autor poderia ter explorado ela mais. Os protagonistas também são complexos, uma teia de aranha se formando e ligando todos. Por esses motivos, fiquei sentindo que faltava algo mais. O autor tinha todos os fatores ali, poderia ter se estendido mais, contado mais dessas tramas e personagens. A história possui potencial para um romance mais longo tranquilamente. Enquanto lia fiquei imaginando uma série, que com mais desenvolvimento, conseguiria ter bons 8 episódios.

Pelos motivos acima eu indicaria esse livro para aqueles que querem se aventurar pelo gênero e não tem experiência. É um livro curto, com trama e personagens envolventes e que pela escrita não se torna tão pesado, apesar de ter pano de fundo assassinatos e envolvimentos com drogas. Ao fim, Max Owen entrega uma boa história.

Nota: 3,0/5,0

Mavi Tartaglia

quarta-feira, 3 de julho de 2019

PLANETA BRUTAL


Minhas impressões sobre o livro Planeta Brutal, de Rafael Miguel. Espero que gostem e deixem comentários e sugestões!


sábado, 25 de maio de 2019

Curta A Fome

Para aqueles que me conhecem, sabem que faço faculdade de Cinema, mais uma das minhas paixões. Deixo aqui para vocês conhecerem o primeiro curta que dirigi e roteirizei, trazendo uma discussão sobre bulimia/anorexia e compulsão alimentar. Espero que gostem!



Resenha de Eternidade

Resenha de um livro de fantasia nacional. Confiram!


Bienal 2018 - Parte 2


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Crítica Vingadores: Guerra Infinita



Vingadores: Guerra Infinita 


Esse ano o Universo Marvel Cinematográfico completou dez anos. E com essa data veio um filme que pode marcar a história do cinema: Vingadores 3 – Guerra Infinita. 

Quando foi anunciada a história planejada e Thanos apareceu pela primeira vez nos filmes Marvel, imediatamente começaram as indagações: daria certo?, como seria esse evento?, Marvel conseguiria entregar um filme competente considerando que estaria usando um dos maiores vilões das HQ’s?, como todos os filmes se ligariam?, e muito mais. A cada filme lançado, a ansiedade não era somente para ele, mas como ele afetaria no universo ao todo. E quanto mais perto da data de estreia, mais perguntas surgiam. 

A Marvel conseguiu construir um universo sólido. Com alguns erros no meio do caminho, claro, mas a maioria de seus filmes acertando em cheio; além de bilheterias extraordinárias. Pantera Negra chegou com um grande marco e muita aceitação do público. E então estávamos na reta final, esperando ansiosamente para o encontro de maior número de heróis no cinema. E aí, será que valeu a pena? Confira o que achei do filme a seguir, já avisando que a crítica possui muitos SPOILERS para quem ainda não viu. 



Assistir esse filme no cinema foi uma das maiores experiencias da minha vida. Eu gritei, aplaudi e no final eu estava acabada de tanto chorar. Marvel conseguiu. Entregou um filme grandioso e conseguiu alcançar o público. 

Confesso que estava com medo do que seria entregue depois de Thor: Ragnarok. Para mim esse foi o maior erro da Marvel. O estúdio é conhecido por manter um tom leve em suas produções, mas como isso seria colocado em Guerra Infinita sem parecer forçado ou exagerado? 

Graças à uma pessoa muito inteligente, Joe Russo e Anthony Russo foram contratados para ficar à frente do projeto. Todos sabem que a melhor trilogia da Marvel é a do Capitão América, que conseguiu entregar filmes mais sombrios, mas sem perder a marca da Marvel, colocando o humor em dosagens menores e em momentos certos. Os diretores então voltam e não decepcionam. Eles conseguiram acertar não só no tom do filme (o mais sombrio de todo o universo), como também conseguiram reunir uma grande quantidade de personagens e com bons plots, além de fazerem uma estética marcante e que combinava com cada momento e personagem. O ritmo é certo, passando rapidamente, e quando chega o final parece que acabamos de começar a assistir. E infelizmente só veremos o resultado final de tudo isso em 2019. 

A estética do filme é excepcional. A paleta de cores é bem definida para cada lugar, criando climas e situações de acordo com cada personagem e núcleo; além do CGI impecável. Também gostei muito da direção de fotografia, com sua câmera que em vários momentos acentuava o desconforto, desespero e a maioridade de Thanos. 


O filme já começa com tudo, mostrando para o que veio. Não há preliminares, não há nada feliz. Até mesmo a música tema dos Vingadores não aparece com o logo do estúdio (que fez questão de enfatizar os 10 anos). Já começamos com uma estética sombria e morte ao redor. E então entra em tela Thanos. Até agora mostrado somente em pequenas cenas, deixando o mistério no ar, o roteiro faz questão de mostrar logo nos primeiros minutos que tipo de vilão os Vingadores – e expectadores – irão enfretar. 

Esse começo já foi uma facada no meu coração. Thanos logo de cara já consegue a joia do espaço (mais conhecida como Tesseract) e uma morte de um personagem que vive dentro do meu coração e até agora não consigo acreditar. Aí já vemos que a coisa não vai ser fácil. A partir disso, Thanos sai em busca da Joia da Realidade e da Alma enquanto manda seus capangas em busca das duas joias que estão na Terra: a da Mente e a do Tempo. 

É assim que o núcleo de heróis se divide. Tentando proteger a joia do Tempo, temos o encontro de Stark e Doutor Estranho (QUE ENCONTRO, MEU DEUS! Esperei muito tempo para ver esses dois ícones juntos em tela) que foi ótimo, cheio do humor ácido de Stark e Strange com seu modo série e protetor da realidade em que vivem. Bruce Banner volta à Terra para avisar sobre a vinda de Thanos e em meio a luta em NY, descobrimos que o Hulk está um pouco traumatizado. Logo em seguida, se junta a cena Tom Holland e seu ÍNCRIVEL Homem Aranha. Muitos dos momentos cômicos foi guardado para o personagem e não soa nem um pouco forçado com um Peter jovem e todo desengonçado. Deixo aqui a ênfase da PAIXÃO que sinto por Tom e digo que ele entrega o melhor Peter e Homem Aranha até agora. Assim é formado o primeiro núcleo que parte para o espaço protegendo a joia e em busca de Thanos. 

Enquanto isso, Bruce faz uma pequena ligação. Somos então transportados para Wanda (Feiticeira Escarlate) e Visão. Digo que as cenas dela protegendo o Visão para mim foi uma das melhores sequências do filme. Vemos um personagem extremamente poderoso (Visão conseguiu levantar o martelo de Thor!) indefeso, ao mesmo tempo que podemos ver Wanda crescendo em seus poderes e arrasando na tela! E isso só estava nos preparando para as chegadas dos ícones Capitão América e Viúva Negra. QUE ENTRADA DO CAPITÃO!!! Não nego meu amor pelo personagem e sua chegada foi triunfal. O cinema inteiro aplaudiu e eu senti a emoção me tomando naquele momento. Sempre digo que é só o Capitão chegar que ele consegue colocar ordem no barraco. Aqui não poderia ser diferente (atenção para seu novo visual que combina totalmente com o tom mais pesado do filme). A missão aqui é levar Visão até Wakanda para conseguir retirar sua joia e destruí-la sem matá-lo. Formamos assim o segundo núcleo de heróis. 

Na Galáxia vemos Thor se encontrando com os Guardiões (que encontro hilário! Drax é muito sem noção). Thor, Rocket e Groot irão em buscar de um novo martelo para o deus do trovão. Os outros vão tentar impedir que Thanos consiga a joia da realidade. A química entre Thor e Rocket funcionou muito, uma dupla que não esperava. Também em Guerra Infinita temos o verdadeiro e poderoso Thor. Os irmãos Russo deram para o personagem o tom exato que ele deveria ter tido em Ragnarok, além da estética que o envolve. Se tivessem feito isso no terceiro filme do deus do trovão, teríamos mais um grande longa, além de conseguirem começar a preparar o terreno para Vingadores 3. Uma pena o desperdício. 

No encontro de Gamora e Thanos temos grandes surpresas. A primeira é que descobrimos que ela sabia o tempo todo onde estava a joia da alma (SURPRISE!). Essa foi a única joia que não apareceu nos outros filmes, o que levou a todos criarem mil e uma teorias para onde ela estaria (e todos errando no final). Também graças a esse encontro, passamos a conhecer mais de Thanos, humanizando o personagem e o trazendo para mais perto do público. Vemos o que ele ama, assim como passamos a entender mais sua filosofia e o motivo por querer acabar com metade do universo. Thanos acaba roubando a cena no filme inteiro, com ótimas falas e presença que não pode ser segurada. Encontramos então um personagem há muito não visto... Caveira Vermelha! Desde Capitão América me preparava para seu retorno (achava impossível a Marvel deixar uma ponta solta dessas e não fazer nada). A surpresa foi geral, assim como o acontecimento a seguir: a morte de mais um personagem (sério, eles não param!). 


O filme começa seu ato final. Em Titã, o núcleo Stark encontra o núcleo Guardiões e irão enfrentar Thanos. Na Terra, Wakanda se prepara para uma invasão enquanto Shuri corre contra o tempo para salvar Visão. O filme chega à seu ponto máximo. Não sabemos qual sequência de ação é mais de tirar o fôlego. A luta em Wakanda consegue ser equilibrada, lidando com uma grande parte de personagens e dando espaço para todos aparecem na tela com um propósito. Já no Titã banhando de laranja, Doutor Estranho analisa as chances de ganhar o embate com Thanos – é aí que Quill faz tudo sair do controle. 

Pausa 1: encontro de Star Lord com Stark é ÓTIMO! Duas figuras extremamente egocêntricas e diferentes se encontrando dá uma cena ótima! 

Pausa 2: Thor chegando em Wakanda com se novo martelo e acabando com todo mundo. QUE CENA, MEUS AMIGOS, QUE CENA! Obs para sua chegada ao som do tema dos Vingadores (momento gritos mais uma vez). 

Voltando a luta em Wakanda, Wanda sai do lado de Visão e vai ajudar os outros heróis. Que cena ela salvando Nat e Okoye. GIRL POWER!!!! Senti que a Feiticeira cresceu muito nesse filme. Sua despedida com Visão foi uma cena emocionante. Guerra Infinita nos mostrou a face heroína da personagem, apesar de não mostrar ainda todo o potencial de seus poderes (comentarei mais sobre isso abaixo). 

Por fim, temos Thanos conseguindo a joia do tempo e assim indo para a Terra. Ninguém está preparado para o final ao conseguir a joia da mente (e o modo que ele consegue é de partir o coração). Temos o fechamento da história. Com um estalar de dedos, metade da população do universo desaparece... E assim nos despedimos de vários heróis. Vocês não têm noção do quanto eu chorei com esse final. Cada morte era um tiro no peito, me levando mais ao desespero. Sabia que o filme iria trazer mortes e seria pesado, mas não estava preparada para o que aconteceu. O final deixou um gosto amargo e de quero mais, além de um milhão de perguntas! 

Enfim chegamos às considerações finais. Em primeiro lugar, umas das frases de Doutor Estranho: se chegar um momento que tenha que decidir entre sua vida, ou do garoto ou a joia, eu salvo a joia (Strange para Stark). E no final vemos exatamente o oposto. Doutor Estranho entrega a joia verde para Thanos para salvar a vida de Stark. O que mudara? Se prestarmos atenção antes, o feiticeiro havia visto todas as possibilidades do combate e no final só havia uma chance deles vencerem. Será que essa chance envolvia entregar a joia e Thanos conseguir concretizar seu plano? Acredito que sim. 

Segundo ponto: essa mesma frase do doutor mostra dois lados de uma moeda. Enquanto ele diz que fará de tudo para proteger a joia, temos Capitão América dizendo: nós não trocamos vidas. Essas frases guiam todo o filme para no final acontecer exatamente o oposto. 

Uma das perguntas que ficou: as mortes foram definitivas ou não? A produção disse que sim, elas são definitivas. Acredito que isso não pode ser levado tão ao pé da letra. Teremos surpresas em Vingadores 4. Alguns dizem que a alma de todos ficam guardadas na joia da alma. Se for assim, isso significa que as mortes antes de Thanos conseguir a joia são definitivas. Outra teoria diz que todos estão presos no mundo Quântico (ASSISTAM HOMEM FORMIGA E A VESPA). 


Outro ponto que achei interessante é que no final de Guerra Infinita e em Vingadores 4 teremos basicamente a formação original com algumas adições (Capitã Marvel e Homem Formiga, por exemplo). Inclusive temos fotos do set com Cris Evans e seu Capitão com o uniforme do primeiro filme. Será que para salvar o universo eles precisam voltar às origens? 

Inicialmente eu tinha a teoria que quem salvaria a todos seria a Feiticeira Escarlate. Ela possui muitos poderes nas HQ’s e nem todos foram mostrados no filme, inclusive de manipular a realidade. Mas com o final do filme, essa teoria foi por água abaixo. Com Homem Formiga e a Vespa, podemos criar a teoria do mundo quântico, mas como isso será desenvolvido é um mistério, além de ficar a questão de como a Capitã Marvel irá entrar no meio de tudo isso (aguardando ansiosamente pelo filme para ver se minha mente clareia). 

Mais um ponto a ser levantado é a participação de Adam Warlock. Nos quadrinhos ele tem uma grande participação no desenrolar da história e ele foi mencionado brevemente em Guardiões da Galáxia 2. O que estão preparando para ele? Mais uma personagem que pode aparecer é a Morte. Nos quadrinhos, Thanos quer acabar com metade do universo por estar apaixonado por ela. Será possível uma participação de Hela, deusa da morte? 

Últimas observações: 

Obs1: filme cheio de encontro fofinhos! Nat e Bruce, Steve e Buck! Esse filme foi muita emoção para meu coração. 

Obs2: A Capa do Doutor Estranho! Só a Marvel para conseguir fazer uma capa ser fofa! 

Obs3: adorei as referências de filmes do Homem Aranha. Fiquem ligados. 

Obs4: Para quem ainda não viu, corra AGORA atrás de Homem Formiga e a Vespa. Coisas importantes acontecem. 

Obrigada por lerem essa crítica enorme! E vocês, possuem alguma teoria? 

Mavi Tartaglia


quarta-feira, 25 de julho de 2018

BIENAL 2018


Olá pessoal!!!!!!



Agosto está chegando e com ela a Bienal do Livro em São Paulo. Esse ano teremos o lançamento de O Último Sacrifício, continuação de Destinados!!!!! 💗💗💗

Esse ano estarei dois dias dando autógrafos e conversando com vocês leitores. Marquem em suas agendas e não percam!


Mavi Tartaglia

sexta-feira, 22 de junho de 2018

LANÇAMENTO O ÚLTIMO SACRIFÍCIO


Oi pessoal! Estou aqui para trazer a notícia que a continuação do meu livro DESTINADOS, já está em pré-venda! Corre para garantir o seu!


Confiram a sinopse: “Os dias passam sem que Katharina volte. Com Logan ficando cada vez pior e mais perto da morte, Elizabeth resolve ir em busca da Gravidade. Ainda que não se arrependa de sua decisão de fugir, Katharina agora precisa voltar para salvar seu amado – e a si mesma.

De volta a Bloodline, a razão de sua partida vem à tona, trazendo surpresas para todos que a cercam. Essa revelação traz algo mais assustador: ter voltado pode ser um erro, colocando não apenas ela e Logan, mas todo o mundo dos vampiros em perigo.

Agora com uma visão mais madura, Katharina e Logan ingressam em uma nova jornada onde suas vidas estão em risco. O amor pode vencer barreiras, eles vão lutar até o fim para provar isso. Até que seja feito o último sacrifício."

Para a compra do livro 1 ou 2, acesse esse link: https://www.lojapendragon.com.br/fantasia/pre-venda-do-livro-o-ultimo-sacrificio

Mavi Tartaglia

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Série Os Bridgertons - Parte Dois


Trago para vocês a continuação das resenhas da série Os Bridgertons, da Julia Quinn.


Para Sir Phillip, com amor Sinopse: “Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. 

Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. 

Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?” 

Esse livro começa praticamente onde o antecessor parou. Eloise foge da festa que está sendo dada no final do livro de Colin – e perde a grande revelação – ao fugir para visitar Sir Philip. Assim como Penelope era, Eloise é uma solteirona de 28 anos que todos praticamente já perderam a esperança dela se casar. 

Mas o que ninguém sabe é da existência de Sir Philip e sua proposta. Agora que sua melhor amiga casou-se com seu irmão, Eloise sente que alguma coisa está faltando – e tem uma pontada de ciúmes ao saber que não teria mais sua amiga para ser solteira com ela pelo resto da vida. Assim, sem pensar, Eloise resolve dar uma chance para o homem que troca cartas há um tempo. 

Porém ambos são surpreendidos ao se conhecerem. Eles não são nenhum um pouco como imaginavam. Philip é um pouco bruto, com um ar rural e que tem dois filhos que aprontam mais que uma pessoa pode suportar – tudo para conseguir um pouco de atenção do pai. Já Eloise tem uma personalidade forte e parece que sempre tem algo a dizer. O que antes parecia perfeito, agora não é mais. 

Ao passar os dias e lidando com duas crianças terríveis, uma química inegável parece surgir entre o casal. Assim, entre trancos e barrancos, o que parecia dar errado de repente começa a parecer certo. 

Gostei muito desse livro principalmente pela personalidade de Eloise. Ela é uma mulher decidida e que não caiu nos encantos das propostas de casamento que recebeu e vai em busca de sua felicidade. Outro fator que ajudou muito foi sair um pouco do cenário de Londres e mostrar um protagonista homem um pouco diferente, que caiu perfeitamente bem com a personalidade da nossa protagonista. Mais uma vez, os irmãos Bridgertons aparecem e garantem boas cenas ao tentar proteger a virtude da irmã. Senti que nesse livro também Julia colocou um pouco mais de maturidade, saindo um pouco do tudo é perfeito, saído do conto de fadas e um pouco mais pé no chão. 



O Conde Enfeitiçado – Sinopse: “Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. 

Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. 


Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. 

Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.” 

Assim como o antecessor, senti que esse livro também tem uma pegada mais madura. Talvez pelas protagonistas mais velhas e que já possuem uma certa história não só focada no amor perfeito. 

Adorei a Francesca!!! Uma pena que nos outros livros ela quase não aparece, porque realmente é uma das melhores protagonistas. Ela tem uma sensualidade de uma mulher madura e que sabe o que está fazendo – apesar de no começo lutar contra a química que parecia surgir entre ela e Michalel. E ele não fica para trás. Esses dois têm uma química incrível – e não é a toa que esse é o livro mais hot. 

Nesse livro também temos a participação especial de Colin – ele sempre faz tudo ser mais interessante – e acredite ou não, dando conselhos amorosos. Michael também é diferente dos outros protagonistas. Talvez por esconder sua paixão por tanto tempo e pelo modo como adora Francesca. 

Esse com toda certeza é um dos melhores livros da série e acredito que esteja no lugar certo na ordem devido sua maturidade, mas sem perder aquele toque que nos faz suspirar por essa série. 



Um Beijo Inesquecível Sinopse: “Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. 

Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. 

Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.” 


Estamos chegando ao final da série dos irmãos Bridgertons! E Hyacinth, apesar de ter uma personalidade única por ser a mais nova – sempre tagarela e com uma curiosidade ímpar – a protagonista não conseguiu me conquistar. Esperava muito o livro dela justamente por ser uma figura tão diferente entre a família e acabei ficando um pouco decepcionada. 

Apesar de ter uma história que se encaixe completamente com sua personalidade, assim como um par romântico que constantemente a desafia, parece que o livro faltou um algo a mais, uma certa magia. Não conseguiu me prender tanto quanto os outros e o casal parecia faltar uma certa química – não por incompatibilidade, mas pela forma que foi escrito mesmo. 

Fiquei muito chateada com isso, principalmente depois de ler o livro maravilhoso da Francesca. Mas apesar disso, o livro contém bons momentos, principalmente quando Hyacinth divide a cena com Lady Danbury. 

Uma pena que isso tenha acontecido, principalmente porque os livros de antes conseguiram me prender do começo ao fim. Mesmo assim, vale a pena a leitura para saber um pouco mais dos Bridgertons, principalmente da nossa matriarca Violet. 



A Caminho do Altar – Sinopse: "Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece. 

O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la. 

Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?" 

Gente, fiquei frustrada. Assim como aconteceu com o livro de Hyacinth, a história de Gregory não conseguiu me encantar totalmente. Isso me irritou muito, porque justamente nos dois últimos livros, que era para acabar com tudo, senti que as histórias decaíram. 

Lucy é uma ótima protagonista. O problema mesmo foi Gregory que no começo me irritou profundamente – mas ele melhora ao decorrer do livro. Porém quando o livro parece engatar e começar a chamar atenção, já estamos mais da metade dele. Falta alguma coisa e o final me deixou cheia de suspiros. Culpo isso ter acontecido por causa de Eloise e Francesca que apresentaram versões mais maduras de suas histórias e acabou aumentando minha expectativa.

O final é fofinho e o par romântico parece funcionar. Acho que o problema foi comigo mesmo! Mas no final o livro passa até que relativamente rápido e dá um final satisfatório para a saga dos oito irmãos. 


E Viveram Felizes para Sempre Sinopse: “Alguns finais são apenas o começo...Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos... Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza. Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes? A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton. Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.” 

Esse é na verdade um livro extra. Julia Quinn traz nele um conto de cada casal para contar o que aconteceu com eles depois do Felizes para sempre e ainda tem um extra de nossa matriarca Violet. Nesse conto, ela traz algumas respostas e nos dá um verdadeiro final feliz! Os contos são curtos e super rápidos de ler e não decepcionam. Até dos livros que menos gostei os contos me surpreenderam. 

Gente, esse livro restaurou minha fé na série depois dos dois últimos! Cada conto traz um que especial e foi maravilhoso ter esse gostinho a mais. Alguns possuem uma narrativa leve, como de Kate e Anthony, que trazem mais uma vez jogo mais incrível e disputado entre a família. No de Benedict e Sophie temos respostas para uma personagem secundária maravilhosa! Com Daphne e Simon descobrimos o que estava escrito nas cartas do pai dele. O de Francesca é MARAVILHOSO!!!!! Chorei horrores! O de Eloise descobrimos o que aconteceu com os filhos de Philip e chega até a aquecer o coração a narrativa! Também temos a participação dela no conto de Colin (amor da vida!) e Penelope quando iremos saber como a melhor amiga descobre sobre Lady Whistledown Descobrimos finalmente se Hyacinth encontra ou não os diamantes e de Gregory vemos seu companheirismo com sua irmã em um dos partos de Lucy. 

Mas o de Violet é especial!!!! Como é maravilhoso o conto dela! Vemos o começo de seu relacionamento com Edmund e como ela já era uma força da natureza desde nova. Ver como ela envelheceu sem ter seu amor ao seu lado, mas com uma família feliz e enorme é lindo. O final me fez chorar muito e foi perfeito o desfecho dado pela autora para essa família tão especial. Vale muito a pena ler e saber como ficou a vida de cada casal depois da ultima página. O final é lindo e emocionante e mostra mais uma vez como os laços dessa família são eternos. Só posso dizer que terminamos essa série com uma sensação de quero mais deliciosa! Leiam essa série do começo ao fim e não irão se arrepender – principalmente aqueles que são românticos inegáveis! 

Dica: leia esse livro somente depois de ler todos os 8 principais. Os contos não são em ordem cronológica e podem conter spoilers!


Mavi Tartaglia

Resenha A resposta



Sinopse: "Uma história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA. 
Eugenia Skeeter Phelan acabou de se graduar na faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Porém, o único emprego que consegue é como colunista de dicas domésticas do jornal local. É assim que ela se aproxima de Aibellen, a empregada de uma de suas amigas. Em contanto com ela, Skeeter começa a se lembrar da negra que a criou e, aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, tem uma ideia perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas. 
Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibileen, empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas, mas chora a perda do próprio filho, e Minny, cozinheira de mão cheia que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida. Um livro que, devido ao seu tema, chegou a ser recusado por quase sessenta editoras antes de ser publicado. "


Se você está procurando um drama com um conteúdo de reflexão, esse é o livro certo. Já possuía esse livro há algum tempo na minha prateleira, mas por algum motivo sempre acabava deixando para depois. Até que esse mês o vi lá e decidi parar de enrolar. O livro é tudo, menos o que eu esperava. 

Ao ler a sinopse, não imaginava o nível de profundidade que esse livro traria. Narrado em três pontos de vista, sendo dois deles de mulheres negras e um por uma mulher branca, vemos diferentes lados de uma mesma história que tem o poder de te fazer mergulhar na leitura. Três mulheres de personalidades fortes vivendo em uma época em que o racismo e a segregação ditava a vida nos EUA. 

O primeiro ponto de vista é de Aibeleen, uma empregada negra que já passou por diversas famílias e consequentemente, cuidou de diversas crianças. Sua voz é poderosa e acredito que ela seja a personagem que traz mais momentos de reflexão sobre o que os negros viviam na época. Cuidando de uma pequena menininha, ela traz à tona como crianças são inocentes, muitas delas tendo uma relação maternal com ela, mas como isso muda conforme elas crescem e aprendem que o negro é inferior, que passa doenças, que é sujo. Sua narração traz momentos fortes, que é preciso parar e tomar fôlego. É nesse cenário que ela começa a indagar se um dia haveria mudanças e como elas ocorreriam: quando negros não usariam mais banheiros separados (situação em que é colocada) e quando começariam a ver eles somente como pessoas. 

O segundo ponto de vista é de Minny, uma cozinheira com talento nato, mas que nunca consegue manter seus empregos por não conseguir manter a boca fechada e levar desaforo de suas patroas brancas. Minny, além de mostrar o lado do racismo que sofria, tem um outro assunto relevante em sua narrativa: violência doméstica. Sua voz é mais leve, mas de certa forma consegue causar tanto impacto quanto a narrativa de Aibeleen. Sua narrativa passa em grande parte em seu novo emprego para a patroa branca sem noção e que parece não ver limites entre brancos e negros (que bom seria se todos fossem assim). 

Através dessas duas personagens seguimos o cotidiano dos negros na década de 60 e apesar da história ser fictícia, os acontecimentos chocam ao lembrar-se que são baseados em fatos reais. A segregação era forte no sul dos EUA, mas ainda pior do que isso, era o que acontecia com aqueles que quebravam as regras. Confesso que muitos momentos tive que parar a leitura e refletir sobre o que acontecia. E o sentimento depois de lida a passagem ficava em minha mente por horas. 

Por fim, como terceiro ponto de vista, temos Skeeter. Jovem branca recém formada, seu sonho é ser escritora. Ao começar a escrever uma coluna com dicas domésticas, se aproxima de Aibeleen e começa a se lembrar de sua relação com sua antiga empregada Constantine. Assim, resolve escrever um livro sobre empregadas negras e seus relacionamentos com os patrões brancos. Através desse livro, Skeeter começa a ter consciência de muitos atos racistas que ela fazia até mesmo sem perceber e mudar seu comportamento. Mas o mais relevante de sua narração é sua relação com suas amigas, a maioria extremamente racistas, e como essas se portavam com os negros. Além disso, vemos nessa protagonista um lado feminista forte que começava sua ascensão nos EUA. Ao contrário de suas amigas que já eram casadas e algumas com filhos, Skeeter não tinha nenhuma vontade de arrumar um marido tão rápido, mas sim perseguir sua carreira de escritora em uma cidade grande. 

Através desses três pontos de vista, temos um relato extremamente doloroso e chocante sobre a segregação racial. Não espere um livro leve. Ele vai te chocar, ele vai ter passagens que vão parecer um tapa na cara. E apesar de ser um livro grande, você não conseguirá largar a leitura. Ao final, ele não sairá da sua mente por dias, mas não irá se arrepender. É um livro que com certeza irá abalar suas estruturas. Comecei a ver o mundo de outra forma. Apesar de já saber dos privilégios dos brancos, a forma como isso é jogado em sua cara no livro traz uma reflexão ainda maior. É impossível terminar o livro e não se sentir um pouco como Skeeter. E apesar de estarmos em 2018, sabemos que a luta ainda existe e é diária; e todos devemos fazer nossa parte. 

“Não era esse o objetivo do livro, afinal? Que as mulheres se dessem conta: Somos só duas pessoas. Não há tanto assim a nos separar. Nada do que eu havia imaginado.” – Kathryn Stockett. 

Em 2011 saiu a adaptação cinematográfica do livro com um elenco de peso: as rainhas Viola Davis e Octavia Spencer, Emma Stone, Bryce Dallas Howard e Jessica Chastain, concorrendo à diversas premiações. 

Espero que gostem da dica e deem uma chance para o livro – não irá se arrepender. 

Mavi Tartaglia


Guardiões da Galáxia Vol. 3 - Uma despedida agridoce

  Guardiões da Galáxia Vol. 3 chegou nesta quarta-feira (04/05) aos cinemas para fechar a trilogia do grupo, dirigido e roteirizado por Jame...