domingo, 17 de maio de 2015

VILÕES



Quem me conhece, sabe que tenho um pouco de fanatismo por vilões (às vezes torço mais por eles que pelos mocinhos). Mas até quem não é fã de vilões não consegue negar o impacto que eles têm. É incrível o que um vilão bem montado e apresentado pode fazer. Heath Ledger viverá para sempre com uma das melhores interpretações do famoso Coringa. Até em filmes “infantis” (coloco o termo entre aspas porque sempre irei chorar com esse filme e não gosto de caracterizar animações como filmes para crianças) como Rei Leão, contamos com uma espécie de vilão, Scar, que marcou a infância de muitos (entendem agora porque ainda choro?).

Há vezes que o impacto do vilão é tão grande que chega a tirar a atenção do protagonista. Quando falamos em Star Wars, inegavelmente, a primeira pessoa que você irá se lembrar é Darth Vader (um dos vilões eternizados pelo cinema). Quem não sentiu falta de Loki em Vingadores: Era de Ultron? Eu fiquei na esperança de vê-lo até a tela do cinema apagar. Não posso negar que Tom Hiddleston roubou muitas cenas nos filmes da Marvel com sua interpretação brilhante. Costumo dizer que sabe-se que um ator é realmente bom quando consegue interpretar um vilão com tanta convicção que nós acabamos torcendo por ele, mesmo ele sendo a imagem da crueldade em pessoa (só eu pensei em Klaus Mikaelson?).



Enfim, fica evidente que alguns filmes e séries fazem sucesso por seus vilões. As reviravoltas que eles trazem para as histórias, assim como expectativa, ativa nossa curiosidade, sendo impossível não ter um pouco de afeto por eles.

É nesse ponto que entro em algo crucial nas histórias dos vilões, o que gerou minha revolta por muito tempo. Virou meio que comum o fato de que os vilões estão sendo humanizados (não é algo que acho ruim, mas pode ficar enjoativo). Em séries e filmes, ao nos apresentarem os passados dos vilões, nos mostram que em sempre eles foram pura maldade, mas sim circunstância de algo que aconteceu em seus passados (Regina Mills ou Rainha Má em Once Upon a Time e muitos outros). Isso também acontece em muitos livros e como leitora ávida, consegui identificar um padrão.

Alguns, no entanto a minoria, não acabam se tornando vilões por suas histórias conturbadas no passado. E quando você acredita que o vilão é tão cruel que não tem como a história ficar melhor, vão e estragam tudo dando um momento de humanidade para eles, o que talvez os definam pelo resto da história. 

Depois de ver muitos padrões como esses, comecei a reclamar. Estamos com falta de vilões puros, com pura crueldade e puras maldades. Por que não podemos ter um vilão que é simplesmente vilão, que faz maldade pelo puro prazer ou beneficio? 

Para deixar bem claro, não nego que os vilões humanizados ou com histórias tristes no passado sejam ruins. Pelo contrário, é um modo de trazê-los mais perto da nossa realidade e nos fazer acreditar que até o pior vilão também é humano (talvez uma forma de redimi-los por todas as maldades?). 

Porém, sinto que de vez em quando necessitamos de algo diferente e não tão previsível. As histórias podem até ser completamente diferentes (Klaus e Rainha Má possuem motivos diferentes para se tornarem vilões), mas sabemos o que esperar. 

Então eis que recentemente, Once Upon a Time veio com a proposta das Queens of Darkness para a temporada 4B. Todos ficaram na expectativa de ver alho explosivo e vilões tão fodas quanto o Senhor das Trevas de volta para a série. E no fim não deu em quase nada (mas isso é assunto para outro momento). O ponto que quero chegar foi a inesperada e muito bem vinda surpresa da personagem Cruella De Vil. Em primeiro lugar, amei a caracterização do personagem. Mas o que mais me agradou foi o episódio focado em sua história e como me surpreendeu!



Primeiramente, palmas para Victoria Smurfit, que viveu a personagem de forma intensa e convincente. O começo de sua história pareceu cair naquele padrão que eu falava acima – ela ser boazinha e algo a transformar na vilã de atualmente. E a atriz convenceu maravilhosamente nesse papel. E então temos uma reviravolta! Ela nos enganava o tempo todo e o motivo de sua crueldade era simplesmente por ser má. Que momento glorioso! Nos tempos de altos e baixos de OUAT ultimamente, foi como uma brisa de ar fresco (gostaria de incluir aqui todos os filmes, séries e livros que precisam se arriscar um pouco mais e nos trazer surpresas como essa). 

Vilões continuarão a marcar histórias e nos apresentar histórias e atores incríveis! A única coisa que peço é que tenham a coragem de nos surpreender de vez em quando.

Mavi Tartaglia

domingo, 12 de outubro de 2014

ARTE




“A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível” (Leonardo da Vinci)

Cada um vê a arte de um modo, de acordo com o que sente. Para mim, a arte é qualquer manifestação artística que consegue expressar os sentimentos das pessoas, fazendo-as sentir algo em relação ao que estão em contato. A arte pode te trazer lágrimas, risos, espanto, crítica e uma série de emoções, trazendo a tona a consciência e perspectiva do apreciador, assim como do criador, sendo uma das formas mais intimas de expressão. 

Desde o começo da humanidade o homem mostrou um lado destinado para a arte que com o tempo expandiu suas fronteiras. De pinturas na caverna até a arte moderna, a humanidade nunca conseguiu viver sem a arte como forma de expressão.

Ao longo dos anos, apesar de mudar e se modernizar, a arte sempre teve uma coisa em comum: seu objetivo. Lado a lado com a emoção, a arte é uma das formas mais conhecidas para a crítica e a condição social do momento. 

Hoje, em qualquer lugar que olhamos, nos deparamos com a arte, seja em uma propagando, seja ao ver uma pintura. Atualmente, há um leque de possibilidades para a arte. O que antigamente era praticamente restrito à pinturas, teatro e música, agora abrange uma área muito maior, como fotografia, arte digital, história em quadrinho, etc, que ganhou um grande impulso quando surgiu a sétima arte: o cinema. 

Escolher uma arte que mais aprecio é algo difícil. Sendo desde pequena ligada a esse assunto, vivi e cresci gostando de várias áreas. Mas a que sinto que tenho mais intimidade é a escrita que torna possível você sentir diversas emoções, te emocionando de todas as formas através de simples palavras. Algo que aprendi com a leitura e escrita é que as palavras têm poder próprio e você não pode contê-las.

Outras artes que me identifico são: a música e a dança, que através de simples acordes e movimentos do corpo podem te trazer uma enxurrada de emoções. O modo como um cantor utiliza sua voz para se revoltar e emocionar; ou como os movimentos cheios de delicadeza e o que uma pessoa pode fazer com o corpo ao se sentir ligado com a dança pode te tirar o fôlego. 

Além dessas citadas, sinto grande ligação com o cinema. É incrível como imagens junto com as palavras, o poder da criação de um filme, pode trazer sonhos a tona, fazendo o impossível tornar-se possível. O cinema é um lugar onde tudo pode acontecer, despertando desde seu lado mais infantil até o lado emocional com uma história de amor ou de guerra. 

Assim como a mim mesma, o mundo não seria nada sem sua forma mais natural de expressão e beleza: a arte. 

Mavi Tartaglia

sexta-feira, 28 de março de 2014

GENTILEZA


  

Hoje me deparei com um fato interessante. Na verdade, dois fatos: atos de gentileza.

Fiquei impressionada com o quanto dois gestos simples me deixaram tão feliz. Até recebê-los, não percebi que sentia falta de gestos tão genuínos.

O mundo em que vivemos hoje é o da pressa. Estamos sempre correndo para fazer alguma ou com algo em nossa cabeça, preso em nossos pequenos universos, que nem percebemos o que acontece ao nosso redor.

Não muito tempo atrás, atos de gentileza eram algo comum, como respirar, mas cada vez menos nos deparamos com atitudes sinceras. E quando isso acontece, pensar que a pessoa está com segundas intensões é nosso primeiro pensamento. Saber que o mundo pensa assim – que eu penso assim – é algo assustador.

Mas o mundo precisa parar um pouco e olhar para o além – além da nossa pressa, além de nós mesmos. Talvez uma senhora precise de ajuda com as compras ou alguém precise que a porta seja segurada por um instante. Dar uma dica, pegar algo que caiu no chão, um “bom dia”, ajudar um deficiente físico a atravessar a rua são coisas simples, mas que para muitos têm um significado enorme.

Então espalhe gentileza por aí de vez em quando. Não custa nada e pode fazer uma grande diferença.


Mavi Tartaglia

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CRÍTICA: MÉTRICA (SLAMMED)


Métrica


Sinopse: “O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.”

Imaginem um livro tocando em vários níveis. Esse é Métrica (Slammed). Já nas primeiras páginas, você percebe que o livro já se destaca pelo simples fato de que cada capítulo começa com um trecho de uma música (depois você descobre que todas são da banda The Avett Brothers, que também terão grande papel na trama, sendo a banda preferida de Layken e Will e usada até pela mãe da protagonista). A autora soube escolher com sabedoria os trechos das músicas, sendo elas sempre tocantes e com algo relacionado ao capítulo. 

Só com esse toque especial e diferente a autora já me conquistou. Mas aos poucos, você percebe que Métrica ainda tem muito a te surpreender. 

Já no começo, você é arrebato com fortes emoções vindas dos dois protagonistas e daqueles que amam e os cercam. Suas personalidades logo te cativam e ao passar as páginas, isso só tende a aumentar. Com calma, você vai ficando preso na trama, envolvido pelo romance dos personagens. O ponto de partida do romance deles e da própria trama (ao meu ver) é o primeiro encontro de Lake e Will, que a leva para uma competição de Slam (lugar onde as pessoas vão para ler suas poesias em forma de sentimento e usando muito suas expressões). É nessa competição que a autora mostra todo o seu potencial para a escrita e a forma marcante que a história será contada. 

“Tum Tum
Tum Tum
Tum Tum
Está escutando isso?
(A voz se demora na palavra escutando.)
É o som do meu coração batendo.
(Ela bate no microfone novamente.)
Tum Tum
Tum Tum
Tum Tum
Está escutando isso?
É o som do seu coração batendo.
(Ela começa a falar mais rápido e mais alto do que antes.)
Era o primeiro dia de outubro. Estava com meu suéter
azul, sabe, aquele que comprei na Dillard’s? Com a bainha dupla e buracos nas pontas
das mangas, dando até para colocar os polegares neles
se estivesse frio e eu não quisesse usar luvas?
Era o mesmo suéter que você disse que deixava meus olhos parecendo reflexos dasestrelas
nos oceanos.
Você prometeu me amar para sempre naquela noite...
E, caramba,
foi mesmo o que você
fez.
Era o primeiro dia de dezembro dessa vez. Estava
com meu suéter azul, sabe, aquele que comprei
na Dillard’s? O que tinha a bainha dupla e
buracos nas pontas das mangas, dando até para colocar
os polegares neles se estivesse frio e eu não quisesse usar luvas? Era o mesmo suéter que você disse que deixava
meus olhos parecendo reflexos das estrelas no mar.
Eu disse que minha menstruação estava três semanas 
atrasada.
Você disse que era o destino.
Você prometeu me amar para sempre naquela noite...
E, caramba,
foi mesmo o que você
fez!
Era o primeiro dia de maio. Estava com meu suéter
azul, mas, desta vez, a bainha dupla
estava puída e cada fio estava sendo forçado e esgarçado por causa da barriga que crescia.
Você sabe qual é. Aquele mesmo que comprei na Dillard’s? O que tinha buracos naspontas
das mangas, dando até
para colocar os polegares neles se estivesse frio e eu não quisesse usar luvas? Omesmo suéter
que você disse que deixava meus olhos parecendo reflexos das estrelas nos oceanos.
O MESMO suéter que você ARRANCOU do meu corpo enquanto
me empurrava no chão,
me chamando de puta,
dizendo que
não me amava
mais.
Tum Tum
Tum Tum
Tum Tum
Está escutando isso? É o som do meu coração
batendo.
Tum Tum
Tum Tum
Tum Tum
Está escutando isso? É o som do seu coração batendo.
(Há um longo momento de silêncio, quando ela põe as mãos na barriga, com lágrimas escorrendo pelo rosto.)
Está escutando isso? Claro que não. É o silêncio do meu útero.
Porque você
ARRANCOU
MEU
SUÉTER!”

Esse é o primeiro poema apresentado no livro e MEU DEUS, QUE POEMA! Eu senti meu coração sendo quebrado em um milhão de pedacinhos. Depois disso, você é pego constantemente por fortes emoções. O romance que parecia tão certo entre Lake e Will desmorona, e com ele, todas as esperanças que Lake tinha da nova cidade.

Todos os personagens de repente são colocados em uma trama envolvente e triste. Todos apresentam histórias dramáticas, mas o mais incrível, é a força que eles demostram ao passar do livro em nunca perder a esperança e aceitar que, às vezes, a vida é uma merda. 

“- Não foi a morte que deu um murro em você, Layken. Foi a vida. A vida acontece. Merda acontece. E acontece muito. Com muita gente.”

Conforme a trama se passa, a carga de drama aumenta, e com ela, as lições de vida. De repente, você não está lendo apenas um livro. Você está lendo algo puro, cheio de emoções que são jorradas em sua cara em forma de poesia e falas marcantes. 

É impossível não terminar esse livro com algo um pouco mudado em você. Eu sou manteiga derretida, então me acabei de chorar com o final do livro. Mas mesmo quem não é, não conseguirá segurar a emoção ao ler as palavras fortes Colleen. Ela trata sobre o amadurecimento, aceitação, raiva, amor e outros sentimentos fortes que você não pode fugir de forma sábia, mostrando que há sempre algo para lutar e que você pode dar um murro na cara da vida. 

Sobre a personalidade dos personagens, só tenho que elogiar. Lake mostra uma grande evolução ao longo da história e ao conhecer mais seus sentimentos, você começa a entender suas ações. Ela não foi uma personagem irritante como muitas que encontramos e toda sua carga emocional veio com uma explicação e sentimentos tão verdadeiros que é impossível se irritar com ela. Will rouba seu coração na primeira aparição e só faz você se apaixonar por ele ainda mais a cada página. Ele mostra uma atitude madura desde o começo, mas ao conhecer sua história, entende o longo caminho que percorreu e um dos que transmite mais ensinamentos e consegue nos emocionar mais.

“Morte. A única coisa inevitável na vida. As pessoas não gostam de falar sobre a morte porque isso as deixa tristes. Elas não querem pensar que a vida vai continuar sem elas, que todas as pessoas que elas amam vão ficar de luto brevemente, mas vão continuar respirando.”

Os irmãos mais novos dos protagonistas (Kel e Cauder) também conquistam seu coração. Aquele jeito de criança que cativa a todos e suas atitudes adultas apesar das idades faz nossos corações baterem mais forte. Eles foram dois personagens que proporcionaram bons momentos de riso e de emoção. Eddie, melhor amiga da Layken, tambpem proporciona bons momentos. Ela é aquela personagem cativante e que logo chama sua atenção e outra que vem com grandes lições durante o livro. Talvez uma das almas mais puras do livro, ela vem com uma grande carga emocional e mostra que por pior que a vida seja, você sempre pode dar a volta por cima. Seus momentos descontraídos (que são a maioria. Ela é muito animada) a torna uma amiga verdadeira e fiel, e sua história no livro é gostosa de acompanhar.

Uma personagem que realmente me surpreendeu foi Julia, mãe de Layken. No começo, ela me irritou um pouco e apesar de aparentar ter um pequeno papel, cresce com a história. Ela foi a personagem que mais conseguiu me arrancar lágrimas e com palavras e conselhos que só mães possuem. Sua força demonstrada no livro é algo motivador e seus conselhos conseguem te marcar. Esse é um trecho da carta de Julia:

“Encontrem um equilíbrio entre cabeça e coração. Espero que tenha encontrado isso, Lake, e pode ajudar Kel a descobrir isso também quando for a hora certa.

Ampliem seus limites, é para isso que eles existem.

Este trecho roubei da sua banda preferida, Lake. “Lembrem-se sempre de que o que mais vale a pena ser compartilhado é o amor que nos faz compartilhar nosso sobrenome.”

Não levem a vida tão a sério. Deem um murro bem na cara dela quando ela estiver precisando de uma boa surra. Riam dela.

E riam muito. Nunca passem um dia sem rir pelo menos uma vez.

Nunca julguem os outros. Vocês dois sabem muito bem como acontecimentos inesperados podem mudar quem a pessoa é. Sempre pensem nisso. Nunca se sabe pelo que uma pessoa está passando em sua vida.

Questionem tudo. Seu amor, sua religião, suas paixões. Se não questionarem, nunca vão obter respostas.

Sejam compreensivos. Em relação a tudo. Às diferenças das pessoas, suas semelhanças, escolhas, personalidades. Às vezes, é a variedade que faz uma coleção ser boa. O mesmo se aplica às pessoas.

Escolham bem suas batalhas, mas não escolham muitas.

Tenham uma mente aberta; só assim coisas novas chegarão a vocês.

E, por último, mas nem um tiquinho menos importante. Nunca se arrependam.”

E este é um dos poemas de Will. Foi o que mais me emocionou e me levou as lágrimas, além de ter partes lindas e tocantes. 

“Eu conheci uma garota

Uma garota linda

E me apaixonei por ela.

Me apaixonei pra valer.

Infelizmente, às vezes, a vida fica no caminho

A vida com certeza ficou no meio do meu caminho.

Ficou totalmente no meio do meu maldito caminho, 

A vida bloqueou a porta com um monte

de tábuas de madeira gigantes, marteladas juntas e grudadas numa

parede de concreto de quarenta centímetros, atrás de uma

fileira de barras de aço maciço, parafusadas numa

estrutura de titânio e não importava com quanta força eu tentasse empurrar...

Aquilo

não

se

mexia.

Às vezes, a vida não se mexe.

Ela apenas vai bem para o meio do seu maldito caminho.

Ela bloqueou meus planos, meus sonhos, meus desejos, 

meus anseios, minhas vontades,

minhas necessidades.

Ela bloqueou aquela garota linda 

por quem me apaixonei tanto.

A vida tenta dizer o que é melhor para você.

O que deve ter mais importância para você.

O que deve vir em primeiro lugar 

Ou segundo

Ou terceiro.

Tentei tanto deixar tudo organizado, empilhado, em

ordem alfabética ou cronológica, tudo em seu 

espaço perfeito, em seu lugar perfeito.

Achei que era isso que a vida queria que eu fizesse.

É isso que a vida precisava que eu fizesse.

Não é?

Deixar tudo ordenado?

Às vezes, a vida fica no meio do caminho.

Fica totalmente no meio do seu maldito caminho.

Mas ela não fica totalmente no meio do seu maldito

caminho por querer que você desista e deixe que assuma o 

controle. A vida não fica totalmente no meio do seu 

maldito caminho só porque quer que você deixe tudo nas 

mãos dela e seja levado por ela.

A vida quer que você lute.

Que aprenda a fazer uma vida sua.

Ela quer que você pegue um machado e destrua 

a madeira.

Ela quer que você pegue um martelo de forja e quebre 

o concreto.

Ela quer que você pegue um maçarico e queime o metal e 

aço até conseguir alcançar lá dentro e agarrar.

A vida quer que você agarre tudo que há de organizado, 

em ordem alfabética e cronológica. Ela quer que você 

junte tudo.

mexa tudo, 

misture.

A vida não quer que você deixe que ela diga que seu

irmão 

mais novo é a única coisa que vem em primeiro lugar.

A vida não quer que você deixe que ela diga que sua 

carreira e seu estudo são as únicas

coisas que vêm em 

segundo lugar.

E a vida não quer mesmo que eu 

simplesmente deixe que ela me diga 

que a garota que conheci

— a garota linda, forte, incrível e corajosa por quem me apaixonei tanto — 

deve vir somente em terceiro lugar.

A vida sabe das coisas.

A vida está tentando me dizer

Que a garota que eu amo. 

A garota por quem me apaixonei

tanto

Pode sim ficar em primeiro lugar.

Eu vou colocá-la em primeiro lugar.”

PS: O segundo livro, Pausa, já foi lançado no Brasil. Os livros formarão uma trilogia, apesar de eu ter achado que o primeiro terminou em um bom lugar (mas não, essas autoras não querem que seus casais sejam felizes! Não basta o drama do primeiro, tem que piorar no segundo!). O terceiro livro será a história contada pelo ponto de vista de Will *---*

PS2: Indico que escutem a banda The Avett Brothers. As músicas são uma delicia de ouvir, além de terem as letras lindas.

Mavi Tartaglia

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

CRÍTICA: LIVRO EASY



Critica Easy




Sinopse: “Quando Jacqueline segue o namorado de longa data para a faculdade que ele escolheu, a última coisa que ela espera é levar um fora no segundo ano. Depois de duas semanas em estado de choque, ela acorda para sua nova realidade: ela está solteira, frequentando uma universidade que nunca quis, ignorada por seu antigo círculo de amigos e, pela primeira vez na vida, quase repetindo em uma matéria. Ao sair de uma festa sozinha, Jacqueline é atacada por um colega de seu ex. Salva por um cara lindo e misterioso que parece estar no lugar certo na hora certa, ela só quer esquecer aquela noite — mas Lucas, o cara que a ajudou, agora parece estar em todos os lugares. A atração entre eles é intensa. No entanto, os segredos que Lucas esconde ameaçam separá-los. Mas eles vão ter de descobrir que somente juntos podem lutar contra a dor e a culpa, enfrentar a verdade — e encontrar o poder inesperado do amor.”

Easy é mais um livro da nova onda literária que está recheando as prateleiras das livrarias: New Adult (quem já leu Belo Desastre irá se identificar com esse novo gênero). Eles acompanham a vida dos protagonistas entrando em uma nova – e mais adulta – fase da vida, geralmente ao entrarem na faculdade ou logo depois disso. Além dessa característica, eles abordam temas um pouco mais séries e possuem um pouco de teor sexual, porém não chegam a se enquadrar em um livro erótico (e esse livro tinha umas cenas que MEU DEUS! O que são aqueles beijos do Lucas???). 

Mas voltando a crítica de hoje, vamos falar de Easy. A história acompanha Jacqueline, uma garota bonita e que sabe disso (e por incrível que pareça, não tão irritante. Foram raros os momentos que ela me deixou nos nervos e com vontade de dar um tapa na cara dela) que depois de duas semanas desde o término de seu namoro, quase sobre um abuso através de um de seus colegas de faculdade. E é nesse cenário que aparece Lucas, um cara misterioso que a salva e de repente, parece não sair mais de sua vida. 

Lucas é o típico cara com aparência bad boy, com os braços cheios de tatuagens, um piercing no lábio inferior, cabelos e olhos azuis incrivelmente belos; e que parece sempre estar desenhando e não prestando atenção a aula de economia que tem junto a Jacqueline, sempre calado e com um ar misterioso. 

A narrativa flui rapidamente e você fica envolvida na história ainda mais rápido. Você rapidamente entra na cabeça da protagonista, acompanhando seu arrependimento ao escolher ir para uma faculdade que não queria por causa do namorado que acaba terminando com ela (e que é um babaca); seu medo devido ao quase estupro; sua tentativa de voltar a entrar nos trilhos depois de duas semanas chorando por causa do ex, e para ficar ainda mais confuso, seu salvador Lucas que começa a aparecer em todos os lugares.

Ao mesmo tempo, devido a uma prova de economia que perdeu, Jacqueline precisa recuperar sua nota, fato que a liga até Landon, o mentor de economia que ela começa a trocar e-mails para poder recuperar sua nota e que rapidamente fica notável o quanto ele é gentil e uma paquera começa, apesar dela nunca ter o conhecido.

Com a ajuda de sua amiga Erin, Jacqueline decide tentar investir em Lucas, o bad boy não tão mal assim, para tentar esquecer seu ex. Completamente oposto de Kennedy, tanto na aparência quanto na personalidade, logo a garota percebe que lentamente ela começava a esquecer o ex e o bad boy começava a tomar um lugar no seu coração, apesar de ter um lado seu que se sente atraída pelo mentor Landon.

Quando Jacqueline finalmente cai nos encantos de Lucas (e ele nos dela) e a relação de ambos parece estar indo bem, ao desvendar um dos muitos mistérios que ronda o rapaz, Jacqueline percebe que a história deles seria tudo, menos fácil. Sempre fechado e com medo de se abrir, Lucas está sempre com medo de ir adiante com Jacqueline. 

A narrativa tem vários lados positivos. A escritora não fica enrolando, o que gera uma história rápida, mas ao mesmo tempo envolvente, dispensando momentos desnecessários. Todos os personagens, sem exceção, mas principalmente os dois protagonistas, evoluem de forma significativa, tanto emocionalmente e psicologicamente quanto em suas relações. O livro, apesar de apesar dramas fortes, não é sobrecarregado por eles. Eles são narrados de forma simples, não se prendendo demais e deixando uma coisa pesada, mas algo fácil e gostoso de ler e que ao mesmo tempo, consegue entrar em sua mente e te deixar pensando. 

Mas o que mais gostei nesse livro foi o tema abordado: estupro. Hoje em dia, apesar de termos vários livros com críticas a sociedades e narrando fatos polêmicos, nunca vi um escrito de forma tão boa e direta, mas sem se tornar pesado de ler. Tammara conseguiu abordar um assunto que é grave de forma leve, mas que traz uma grande conscientização, além de ter conseguido mostrar com facilidade a realidade que pessoas que são (ou quase são) estupradas enfrentam. A escritora conseguiu escrever de forma crível, harmoniosa e não maçante, mas sem deixar nenhum detalhe sobre o tema de fora. O tema do estupro é abordado de forma que mostra o medo das pessoas de denunciar o que aconteceu, principalmente pela pressão externa que sofrem de pessoas próximas, até mesmo de amigos; a difícil aceitação da situação e finalmente a coragem para enfrentar e assumir o acontecimento. 

Tammara Webber conseguiu abordar um tema polêmico de forma convincente e realista e está de parabéns. Easy com certeza entrou na minha listinha de livros preferidos tanto por sua habilidade de escrita sobre o assunto quanto pela forma cativante que escreve a história e desenvolve os personagens. 

Eu não estava com expectativas altas para esse livro e ele conseguiu me surpreender de todas as formas boas imagináveis. Ele não deixou nenhuma ponta solta e toda a trama e mistério foi desenvolvido de forma que atou todas as pontas soltas, principalmente o passado de Lucas (que me chocou e me levou as lágrimas. De todos os cenários que imaginei, nunca considerei algo tão chocante). 

O título do livro se encaixou perfeitamente com a narrativa, que apesar de ser “Fácil”, ainda temos que enfrentar muitas dificuldades e momentos não agradáveis em nossas vidas. Mas o que sempre será fácil é escolher o amor. 

“Amor não é a ausência de lógica
mas a lógica examinada e recalculada
aquecida e curvada para caber
dentro dos contornos do coração.”


PS: o único lado negativo do livro foi essa capa HORRÍVEL! Esse casal da capa não se parece nada com os protagonistas e a química deles é inexistente. Tudo bem que não podemos julgar um livro pela capa, mas leitores sempre gostam de uma capa bonita e não podemos negar que às vezes compramos um livro pela capa. Confesso que uma das coisas que me impediam de ler esse livro foi a capa, que sempre me desanimava quando via. 

PS2: a autora já divulgou que lançará a história de Easy sob o ponto de vista de Lucas (esse negócio de duas versões da mesma história virou moda, né?). A capa dele já foi divulgada, assim como seu título “Breakable”.








Mavi Tartaglia

sábado, 16 de novembro de 2013

CRÍTICA DE JOGOS VORAZES: EM CHAMAS



Crítica Jogos Vorazes: Em Chamas


Esse filme com certeza entrará para a lista dos melhores do ano. Com um tom sombrio, misturando ação e romance, além aquela crítica sutil e pesada ao mesmo tempo que encontramos no livros, Jogos Vorazes: Em Chamas irá agradar a todos, inclusive os fãs. 

Já no começo, vemos que esse filme é mais pesado que o primeiro. Em um das primeiras cenas, já vemos o quanto Katniss está abalada pelos jogos e o quanto tudo mudou, não somente com ela, mas por toda Panem. Rapidamente, podemos ver o grande teor político e de crítica que envolve esse filme, com Katniss nas mãos do presidente Snow e das rebeliões e levantes que ela, chocada, começar a presenciar na Turnê da Vitória. 

Todo esse cenário é ricamente construído. A direção de imagem não deixou a desejar, que através dos cenários meio apagados, combinava perfeitamente com os sentimentos dos personagens. O contraste do luxo e pobreza também foi bem trabalhado, principalmente quando somos levados a Capital onde o luxo transborda e que o próprio Peeta revela que é absurdo o modo como eles passam fome no Distrito 12 enquanto na Capital as pessoas passam mal para simplesmente comer mais. 

Outra parte que está de parabéns é o figurino. Desde o figurino triste e cinzento no Distrito 12 até chagar ao luxuoso na Capital, já podemos ver que o figurino está melhor. Mas os melhores trabalhos se encontram na cena da carruagem, com o figuro de babar de Peeta e Katniss que estão em chamas, e especialmente, o vestido de noiva que dá lugar ao tordo de Katniss. Essa transformação foi surpreendente, fazendo todos ficarem de olhos arregalados e boca aberta; além de ter dado uma ótima abertura ao destino de Cinna que mostra claramente o que acontece com aqueles que desafiam a Capital. 

Os efeitos visuais também são claramente melhores. A arena está mais bem montada e o efeito está tão bom que não parece àquela coisa falsa. 

Mas o que realmente se destaca nesse filme é o elenco. Ás vezes era difícil saber quem roubava mais a cena. No papel principal, Jennifer Lawrence arrebenta como Katniss (essa mulher é uma puta atriz, meu Deus!). Nesse filme, vemos a atriz trabalhar mais suas expressões que ás vezes é tão perturbadora que nos leva ao desespero, principalmente no final do filme, quando a câmera foca em seu rosto e vemos em seu rosto a mudança dela: vemos aquela expressão de assustada de repente se tornar determinação. É nesse ponto que fica claro que Katniss se transformou no Tordo. Jennifer está de parabéns, cada vez mais melhorando sua atuação. Josh Hutcherson mais uma vez faz jus ao Peeta, mostrando aquela doçura e bondade que talvez faça o personagem o mais humano de todos ali. Vi um amadurecimento na interpretação de Josh que nesse filme pareceu se aprofundar mais no personagem. Suas expressões também foram mais bem trabalhadas e senti que ele teve uma participação mais nesse segundo filme, não decepcionando. 


A volta de Elizabeth Banks como Effie também não decepcionou. Dessa vez vemos a personagem dela não tão “alienada” quanto no primeiro. Pela primeira vez, vemos que ela percebe que o mundo em que vive é injusto quando seus vencedores são mandados para a arena novamente. Em relação a Woody Harrelson, não tenho nem o que comentar. O ator continua perfeito em seu papel como o mentor de Katniss e Peeta, dando humor a cenas e ao mesmo tempo, sendo um dos mais sensatos em relação a revolução. Donald Sutherland é outro que retoma o seu papel com perfeição, mostrando claramente a frieza do presidente Snow e sendo a imagem da Capital, assim como Katniss é a da revolução. Uma das coisas que me marcou no filme foi a transformação de Prim para uma criança mais madura, algo que pega de surpresa a própria protagonista.Willow Shields merece meus parabéns por mostrar tão claramente o quanto a personagem amadureceu e mal vejo a hora de vê-la agindo mais em A Esperança. Stanley Tucci também volta como o inesquecível Caeser Flickerman e Liam Hemsworth como Gale, que nesse segundo filme mostra mais claramente seus sentimentos pela protagonista.

Mas o que realmente me surpreendeu foi o novo elenco. Eu não esperava gostar tanto deles e com certeza eles foram um dos motivos para o tamanho sucesso do novo filme. Primeiramente temos Philip Seymour Hoffman como Plutarch que com certeza se destacou ao lado do presidente Snow. Durante o filme inteiro somos convencidos que ele pode ser quase tão cruel quanto o presidente, principalmente pelo modo que ele fala de Katniss e seu sorriso cínico que nunca morre. É no final que fica claro em que lado ele realmente estava e entendemos porque sempre adiava a morte de Katniss. Lynn Cohen foi uma Mags perfeita, brilhando em sua interpretação e sua morte, apesar de não ter sido tão impactante como outras, foi emocionante e me levou a lágrimas. Destaque também para Amanda Plummer com seu tique-taque e para Jeffrey Wright foi um Beetee perfeito. Mas os maiores destaques do novo elenco foi Sam Claflin com seu Finnick perfeito (eu já o adorava, depois desse filme fiquei apaixonada). Sam soube dar o toque perfeito para o personagem, dando duas personalidades totalmente contrárias: a pinta de "eu sou o cara” e a doçura em relação à Mags e Annie. Sam realmente surpreendeu como Finnick e não vejo como alguém poderia ter sido melhor. Mas a que realmente roubou a cena foi Jena Malone. Tenho que admitir que eu não havia gostado da escolha da atriz por ser um pouco diferente da descrição do livro, mas ela conseguiu me fazer mudar de opinião e ainda por cima se tornar uma das minhas preferidas. Em TODAS as cenas que Jena aparecia, ela conseguiu roubar a cena. Sua interpretação meio ousada e rebelde se destacou e a atriz merece aplausos (quem não amou a cena do elevador?). 

A trilha sonora também merece destaque. As músicas mais marcantes do primeiro filme permaneceram e as novas ficaram na medida certa. Souberam explorar as músicas de modo perfeito e encaixá-las no filme de forma certa. 

O filme foi extremamente fiel aos livros (a melhor adaptação que já vi), o que me deixou extremamente feliz. A única cena que realmente senti falta foi o Plutarch mostrando o relógio para a Katniss, mas fora isso, foi perfeito. Uma parte que gostei bastante, mesmo que rápida, foi ver Mags se voluntariando no lugar de Annie, dando-nos um vislumbre da amada de Finnick. 

Em relação à emoção, posso dizer que esse foi muito mais emotivo. No primeiro filme, as únicas cenas que realmente me emocionaram foi Katniss se oferecendo no lugar de Prim e a morte de Rue. Já Em Chamas conseguiu me fazer chorar praticamente de dez em dez minutos. Francis Lawrence soube mesclar as cenas de humor, romance e impacto de forma perfeita, e em um minuto você estava rindo e no próximo aos prantos. Teve vários momentos no filme em que eu mal conseguia ficar na cadeira de tanta emoção e eu me arrepiei em várias cenas, em especial a última cena, quando o símbolo do Tordo vira o símbolo de A Esperança (sério, esse diretor quis me matar!). 

O que tenho a dizer, no fim, é que o filme foi mais do que muitos esperavam e o final deixou com um gostinho de “quero mais” que deixou todos aflitos. Sinceramente, não sei como sobreviverei até sair o próximo filme. 

Obs: Algo que realmente me emocionou foram os momentos que os fãs levantavam as mãos fazendo_|||_. Isso realmente me deu arrepios. Os aplausos e gritos no final do filme também foram lindos!

Mavi Tartaglia






sábado, 5 de outubro de 2013

CRÍTICA: A GAROTA QUE EU QUERO



A GAROTA QUE EU QUERO




Sinopse: “O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.”

Esse é o terceiro livro da história dos irmãos Wolfe, mas aqui no Brasil, apesar dos anteriores terem sido lançados, não foi tão divulgado e teve tanta repercussão quanto esse. Eu não li os dois primeiros e por isso digo que quem não leu e quiser ler esse, não faz mal. O livro se foca na história de Cameron e Octavia e nenhum detalhe é perdido no meio do caminho. 

Eu ainda não conhecia o trabalho de Markus (mas A Garota que Roubava Livros está aqui na minha estante esperando ser lido), por isso a experiência para mim era única, mas já ouvi muitos comentários sobre a escrita dele, por isso fiquei surpresa quando no começo eu não gostei do livro. Achei a escrita meio vazia (talvez pelo modo que ele escreve e que ainda não estou acostumada) e o protagonista achava meio irritante e infantil. 

As primeiras páginas foram difíceis para eu ler, apesar da escrita ser simples e fluida. A história estava começando a ficar mais interessante e então, a surpresa. De repente, eu estava amando a história de Camron, o modo que Markus escrevia começou a me fascinar e rapidamente me vi totalmente envolvida com o livro. E fico ainda mais presa quando Cam muda suas ações e se cansa de ser um pobre coitado. De repente, Cameron Wolfe tem fome. 

Depois disso, o livro começa a fluir rapidamente e você se apaixona pela história. Para mim, era quase impossível largar o livro e ficava a todo o momento surtando. Markus Zusak conseguiu ganhar um lugar no meu coração com palavras arrebatadoras. 

O que mais gostei no livro, além da escrita, foi o modo que todos os personagens cresceram. Um lado que ninguém conhecia de Cameron é revelado e de perdedor, ele passa a ser um garoto que ensina lições de vida para todos. Seu irmão Rube, aos poucos, começa a criar um pouco mais de juízo e Steve, no meu ponto de vista, é um dos que dá o maior salto, vendo o tempo todo como ele estava errado em relação a sua família. 

Esse é o tipo de livro que você poderá ter uma depressão pós lê-lo (eu tive e li a última página me segurando para não chorar). A Garota que Eu Quero é um livro meigo, bem escrito e que terá o poder de te surpreender. 

“A gente pode fazer qualquer coisa quando não é real. Quando é real, não há nada para conter a queda. Nada entre você e o chão, e, naquela noite no parque, eu nunca me sentira tão real. Nunca me sentira tão sem controle.”

“— Você já ouviu um cachorro chorar, Steve? Sabe como é, uivar tão alto que quase chega a ser insuportável? — Ele fez que sim. — Acho que uivam assim porque estão com tanta fome que chega a doer, e é isso que sinto em mim, todos os dias da minha vida. Tenho uma fome enorme de ser alguma coisa, de ser alguém.”

“Há inúmeros momentos a serem lembrados, e às vezes acho que não somos pessoas, na verdade. Talvez sejamos momentos. Momentos de fraqueza, de força. Momentos de salvação, de tudo.”

Nota: 4 estrelas

Mavi Tartaglia

CRÍTICA: DESASTRE IMINENTE


DESASTRE IMINENTE

Sinopse: “Travis perdeu a mãe muito cedo, mas, antes de morrer, ela lhe ensinou duas regras de vida - ame muito, lute mais ainda. Tendo crescido em uma família de homens que gostam de jogos e lutas, Travis Maddox é um cara durão. Musculoso e tatuado, bad boy até o último fio de cabelo, ele leva uma mulher diferente para casa a cada noite. Até conhecer Abby Abernathy. Determinada a se manter longe de problemas, Abby resiste com todas as forças ao charme de Travis, sem saber que assim só o deixa mais determinado a conquistá-la. Será que o invencível Travis 'Cachorro Louco' Maddox vai ser derrotado por uma garota?”

Desastre Iminente é a história de Belo Desastre contada pelo ponto de vista do protagonista masculino, Travis, o que deixou o livro ainda melhor (na minha opinião, existe algo em livros que o ponto de vista masculino é sempre melhor). 

O livro já começa arrebentando seu coração com o acontecimento da morte da mãe de Travis. Já pequeno, Travis tem o poder de nos fazer nos apaixonarmos por ele. O começo, assim como Belo Desastre, achei meio apressado e alguns acontecimentos são contados muito por cima, o que nos deixa meio confusos (principalmente quem não leu Belo Desastre), mas tirando esse pequeno detalhe, o livro é maravilhoso. 

O começo achei meio apressado. O modo como eles se conhecem é um pouco rápido e Travis se intriga com Abby rapidamente, sabendo que havia algo a mais nela. Acho que a autora podia ter explorado mais esse lado que o deixou intrigado. O começo da narrativa compensa porque vemos mais do Travis canalha e sua filosofia de ter uma mulher a cada dia e o que ele acha do amor, sendo que nunca se apaixonara, o que torna a narrativa mais intrigante e interessante. 

Depois de algumas páginas, a narrativa começa a fluir mais. Os sentimentos de Travis ficam mais expostos e conseguimos o entender mais. Gostei bastante de ver mais do relacionamento dele com Shepley que mais se parece com um irmão do que primo. Vemos que muitas das burradas de Travis são concertadas por seu primo, que é o único que de algum modo consegue domar um pouco o gênio do Travis em situações tensas. 

Outros relacionamentos também são mais explorados. Podemos ver a relação de Travis e America antes de Abby e depois de Abby, algo que diferencia bastante. No começo, os dois até que se relacionavam bem, eram amigos. Depois posso dizer que conseguimos ficar até com um pouco de raiva de America que culpa Travis por tudo (tudo bem que ele faz um monte de merda), mas ela nunca considera o que Abby faz de errado e isso fica mais evidente com o ponto de vista do Trav. A família de Travis também aparece mais e é impossível não se encantar mais por eles. Vemos a relação próxima do Trav com os irmãos, sua relação com o sábio pai e as dificuldades que passaram depois que sua mãe morreu.

A leitura é muito mais intensa que em Belo Desastre. A cabeça de Travis é uma explosão de sentimentos. O começo ele não sabe explicar o que sente e com o tempo, quando começa a entender, é encantador de um modo diferente. Seus sentimentos paralelos conseguem despertar sentimentos fortes enquanto você está lendo. Você passa a entender melhor suas atitudes, a sua possessividade, sua raiva, sua paixão e toda a confusão que ele sente em torno de Abby por amá-la, mas não se sentir bom o suficiente para ela. É bem mais dramático e romântico, é bem mais tenso e fofo, tudo ao mesmo tempo. O amor montanha-russa de Travis e Abby é ainda mais montanha-russa e você vai passar rapidamente do sentimento de fofura para irritação e não somente em relação ao casal principal. Se você achava que Belo Desastre era muita carga emotiva, com Desastre Iminente vai ser ainda mais.

Outro ponto a favor de Desastre Iminente é que ele consegue te emocionar mais. Agora que tenho esse livro para comprar, posso dizer que o que me irritava na versão descrita pela Abby agora ficou muito mais evidente. Já em Desastre Iminente, até os surtos de Travis consegue te fazer se emocionar, porque ao mesmo tempo em que ele está borbulhando de raiva ele está desesperado com a confusão de sua cabeça e é tão lindo ler isso que chega a te emocionar. Muitos momentos desse livro me deixou com lágrimas nos olhos com os sentimentos de Travis Maddox. Mas o mais importante desse livro é que vemos o que há por debaixo da armadura de Travis “Chachorro Louco” Maddox e é uma das melhores experiências dos dois livros. 

Mais uma coisa que eu gostei foi o Epílogo do livro que conta mais da história de Travis e Abby depois de alguns anos e que é adorável! Minha boca caiu ao ver o que consistia esse capítulo. UM VIVA PARA A JAMIE!

No todo, Desastre Iminente tem muitos pontos positivos e o livro é melhor que Belo Desastre. Quem leu o primeiro e acha desnecessário o ler, recomendo que reconsidere. Sua mente ficará muito mais clara depois da leitura pelo ponto de vista do Travis e posso garantir que se amor pelos protagonistas e outros personagens irá elevar (sim, isso é possível). 

“Embora nós dois tivéssemos feito o outro passar pelo inferno, tínhamos encontrado o céu. Talvez isso fosse mais do que um casal de pecadores merecesse, mas eu é que não iria reclamar.” (Travis Maddox)

Nota: 4,5 estrelas



Mavi Tartaglia

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dinheiro X Felicidade





Dinheiro X Felicidade



Muitas pessoas dizem que o dinheiro não compra a felicidade. E apesar de a maioria acreditar nisso, muitas vezes na vida paramos para nos perguntar se isso é realmente verdade. 

Quando falamos sobre felicidade e dinheiro, vários questionamentos são levantados, como “Será que ricos são mais felizes? Ou será que são os pobres?” E então grandes debates começam, seguindo esse pensamento.

É comum vermos pessoas ricas sozinhas, infelizes, com depressão; assim como é comum ver pessoas pobres felizes com o que possuem. Mas também é possível ver o inverso dessas situações. E a pergunta que realmente fica é: o quanto o dinheiro afeta a felicidade?

Falar que o dinheiro não é importante é um pouco de hipocrisia. Ele é importante sim quando é ele que nos proporciona moradia, o que comer e a base de nossa saúde. No mundo em que vivemos hoje, para se viver com o mínimo de decência em relação a sobrevivência, é preciso de dinheiro para adquirir isso. 

Mas ao mesmo tempo, dinheiro não é tudo em nossa vida. Um momento ao lado de seus amigos contando piadas, uma pessoa especial, um sorriso que você consegue colocar nos lábios dos outros, são tão importantes para a sobrevivência das pessoas quanto o dinheiro, mas nesse caso, estamos falando da sobrevivência das pessoas como seres humanos, não apenas pessoas.

Apesar do dinheiro não poder comprar a felicidade, ele pode ajudar a trazer em alguns casos. O dinheiro pode não comprar a cura de várias doenças, pode não trazer alguém de volta a vida, mas quantas vezes já vimos a vida de uma criança que não tinha dinheiro para comprar um remédio ou pagar um tratamento caro ser salva através de uma doação? O quanto esse dinheiro fez a felicidade de uma mãe?

Vemos muitas pessoas ricas fazendo doações, ajudando causas e criando ONGs em prol de diversas coisas. Talvez seja porque elas possuem muito dinheiro e querem se desfazer um pouco dele. Ou talvez seja porque algumas pessoas sabem que o dinheiro pode sim comprar algumas coisas, como a felicidade de uma mãe ao ver o filho ser salvo ou o sorriso de uma criança por ganhar um caminhão de plástico, mesmo que seja o mais simples.

A grande questão é que o dinheiro não compra a felicidade, pelo menos não completamente, mas todos precisam dele, mesmo que seja o mínimo. Onde quero chegar é que o dinheiro não é essencial, mas é preciso. O problema da humanidade é que não sabemos até que ponto podemos chegar para garantir nossa felicidade verdadeira, até que ponto o dinheiro deixa de ser algo para a sobrevivência e vira algo que te faz dependente, fazendo-nos acreditar que precisamos dele para tudo, até para sermos felizes, quando isso não é verdade.

A linha que separa o dinheiro da felicidade é muito tênue e por isso, nós, seres humanos errantes, a atravessamos sem perceber, sem notar o quanto o dinheiro pode ser destrutivo quando não usado sabiamente. 

Se vivêssemos em um mundo onde a sobrevivência básica não dependesse do dinheiro, com certeza seriamos muito mais felizes. Não conheceríamos a ganância, o desejo de ter coisas materiais. Teríamos o necessário e o importante seria conseguir a felicidade através de pequenos gestos.

Mas mesmo nesse mundo, quando perguntamos o que é a verdadeira felicidade, o que te faz realmente feliz, a maioria não responderia um carro, ou uma casa. A maioria responderia que o que os faz feliz é ver o pôr do sol, ouvir o riso do filho, acordar todos os dias ao lado do amado. Essas pequenas coisas. E isso não seria o suficiente? Para mim, sim. E é quando acreditamos nessas pequenas coisas que nos fazem felizes, é que deixamos de existir, e começamos a viver. 

Então, quando a questão é qual é mais importante, dinheiro ou felicidade, temos que dizer os dois. É impossível sobreviver sem um ou outro. Mas o que é essencial é a felicidade. Essa sim pode transpor barreiras e te mostrar o verdadeiro sentindo da vida. Porque não adianta nada ter dinheiro quando não se é amado ou tem a quem amar, transformando a vida em algo que apenas deve ser vivida, e não sentida. 

“Eu sonhei um sonho em um tempo passado

Quando as esperanças eram grandes e a vida valia ser vivida (I Dreamed a Dream)”

Mavi Tartaglia

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CRÍTICA INSURGENTE


Insurgente
            Sinopse: “Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.” 
            Insurgente começa exatamente onde Divergente parou. Ao contrário dos outros livros que geralmente dão um espaço de tempo, o segundo volume da trilogia começa no ponto exato de onde o primeiro começo.
            O segundo livro é tão viciante quanto o primeiro. A leitura continua fluindo e para quem se desapontou com o pouco romance no primeiro, somos compensados com Tris e Tobias se aproximando mais em Insurgente. Infelizmente, com o aumento do romance, temos o aumento de discussões entre os dois. Ao mesmo tempo que são diferentes, Tobias e Tris são muito parecidos em suas personalidades, principalmente por serem cabeça dura. Quase todas as discussões que eles têm é porque são teimoso e nenhum dos dois querem ceder e mostrar que estão errados.
            Insurgente se foca principalmente no governo, mostrando como as facções estão frágeis e que não são realmente como mostradas. Ao mesmo tempo, temos grande foco em Tris que se sente culpada pelos acontecimentos de Divergente.
            Neste livro, nos deparamos com os sem-facção, que passei o livro inteiro com um pé na frente e outro atrás, não sabendo se suas atitudes eram o que Tobias achava ou o que Tris acreditava. O foco principal se encontra em uma informação que Marcus tem e que o governo da Abnegação estava tentando proteger o tempo todo até que a Erudição a conseguiu. O livro o tempo inteiro se foca nesse assunto com Tris indo a busca dessa informação que tem a capacidade de mudar tudo enquanto tem que escolher entre o amor e o inimigo.
            Senti que nesse livro os personagens ficaram muito mais complexos. Em Divergente, sempre tive minhas duvidas em relação a Cristina, Al e Will, que tinha hora que eram amigos dela e em outro momento estavam bravos com a mesma. Sempre me simpatizei mais com o grupo de Uriah e em Insurgente podemos ver como os amigos da Tris a tratam diante de tantas coisas difíceis que está acontecendo. A personagem da Cristina que irritou durante a maior parte do livro e somente no final consigo gostar dela novamente. Já o grupo de Uriah, é impossível não gostar da relação deles com Tris. Eles são aqueles tipos de amigos divertidos e que estão com você em qualquer situação.
            Outros personagens que me surpreendi foram Caleb, Peter e Jeanine. Pensei que Caleb seria aquele personagem que por ser irmão da principal, não apareceria muito, mas me enganei. E caramba, como valeu a pena ter ele nesse livro! Peter foi outro personagem que sempre tive um pé atrás. Ao mesmo tempo que sabia de sua inclinação para maldade, sempre achei que ele teria o potencial de surpreender e Veronica fez um trabalho brilhante com ele nesse livro. Já Jeanine é uma das vilãs que te deixa intrigada. Ela não é aquela pessoa má, mas uma pessoa totalmente fria e calculista e que não mede esforços para conseguir o que quer. Adorei ela ter ganhado um maior espaço nesse livro.
            Mas voltando ao casal principal, ambos me surpreenderam. Em Insurgente, vemos mais de Tobias e de como era a vida dele, passando a entender suas reações. Tenho que dizer que adoro o modo frio e duro dele, assim como amo os momentos em que ele demonstra mais seus sentimentos por Tris. Em minha opinião, Tobias foi o personagem mais bem montado por Veronica e um dos mais cativantes que já encontrei em livros. O tempo todo eu me pegava pensando o que se passava na cabeça do garoto, o que o modo como ele se comportava mostrava. O fato de ele ser tão teimoso quanto Tris só o deixou mais interessante. Algo que eu realmente gostaria de ver é a história em seu ponto de vista. Aposto que traria muitas surpresas.
            O único ponto baixo do livro foi Tris. Em Insurgente, perdemos aquela Tris corajosa que conhecemos em Divergente. A garota passa o tempo todo assombrada por sua culpa e isso seria bom se ela soubesse controlar, pois desperta sentimentos e ações diferentes na protagonistas. Mas Beatrice entrou em uma espécie de stress pós-traumático, perdendo a vontade de viver e tornando-se suicida. Ela me irritou MUITO nesse livro e a personagem pelo qual nos apaixonamos no primeiro livro só volta a ativa no final do livro, o que deixa um pouco a desejar. Espero que no último livro da triologia ela volte a ser a Tris que conhecemos em Divergente.
            Já os pontos altos do livro foram as cenas de ação que aconteciam a todo momento, te deixando extremamente ansiosa, a melhor introdução de alguns personagens que tinham potencial e principalmente, os momentos de surpresa. Posso dizer que passei o livro inteiro soltando OMG!!! com cada  coisa que você não esperava acontecendo. Esse livro é recheado de surpresas, principalmente o final que te deixa sem fôlego. Terminei o livro gritando de raiva, não acreditando que ele havia acabado. Agora que as coisas começavam a se explicar, termina daquele jeito sem fim e que te faz ter vontade de gritar com a autora.
            Insurgente com certeza foi melhor que Divergente e não vejo a hora de saber o que Veronica irá nos trazer no último livro.
            Obs: algo que realmente gosto nos livros da Veronica é que ela sempre consegue nos surpreender e fogo dos clichês. Estou adorando o fato de ela conseguir colocar obstáculos entre o romance dos protagonistas sem formar o famoso triângulo amoroso. Outra coisa que admiro nela é a coragem de matar os personagens. Ela não tem dó e a todo momento, um personagem está morrendo, te deixando de boca caída. Uma dica: NÃO SE APAGUE AOS PERSONAGENS DOS LIVROS.
            Aqui deixarei alguns trechos do livro que gostei.
            “Acho que choramos para liberar o nosso lado animal, sem perder a humanidade. Porque, dentro de mim, há uma fera que rosna, ruge e luta por liberdade, por Tobias, e acima de tudo, pela vida. Por mais que eu tente, não consigo matar essa fera.
            Por isso, apenas soluço, chorando e cobrindo o rosto com as mãos. “
            “ A tristeza não é tão pesada quanto a culpa, mas rouba mais de nós”
            “Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas.

            Nota: 4,5 estrelas
            
Para ver a crítica do primeiro livro da série, Divergente: http://mavitartaglia.blogspot.com.br/2013/07/critica-divergente_22.html
            Mavi Tartaglia

Guardiões da Galáxia Vol. 3 - Uma despedida agridoce

  Guardiões da Galáxia Vol. 3 chegou nesta quarta-feira (04/05) aos cinemas para fechar a trilogia do grupo, dirigido e roteirizado por Jame...