sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Crescendo

 

Quinze Anos

Há quinze anos, eu nasci. Depois de muita luta, meus pais finalmente me ouviram chorar pela primeira vez, puderam me tocar pela primeira vez. Aqueles olhos brilhantes que todos os pais têm ao ver o filho recém-nascido.

            E toda vez que passo por um momento de dificuldade, minha mãe e minha avó olham para mim e falam: sabia que seu nome é Victória porque você é uma vitória de Deus? E eu sempre falo que sim, porque já dentro da barriga, eu era uma vitória.

            Meus pais assistiram eu dar meu primeiro sorriso, falar minha primeira palavra, assistiram minhas vitórias e desilusões.

            E agora aqui estou eu, fazendo quinze anos. Falam que é nessa idade que a menina está virando mulher. A menina crescida amadureceu, pode dar seus passos na vida sozinha.

            Mas eu vou dizer algo: eu ainda não sou uma mulher. Nessa idade, nenhuma de nós está grande o suficiente para fazer escolhas sozinha, não está pronta para enfrentar essa mundo seu um apoio, sem alicerce.

            Porque é nessa idade que iremos nos apaixonar para logo depois nos decepcionar. E então nos apaixonar novamente.  É agora que estamos vivendo os momentos mais importantes com nossos amigos. E é nesse momento que estamos confusos, cheios de dúvidas.

            Não é hora para crescer sozinha ainda. Porque atrás dessa menina com corpo de moça, tem uma alma de criança. Uma criança que tem medo do escuro, medo de se perder no mundo, medo de sofrer. É nesse momento quando mais precisamos daqueles que nos deu a vida para serem nossos alicerces. Eu ainda quero ser a menininha da mamãe que a veste todos os dias como se ela fosse uma bonequinha; ainda quero ser a princesinha do papai, aquela que ele ergue no ar e protege de todos.

            Neste momento de nossas vidas, pensamos que somos os donos da verdade, pensamos que podemos escolher nosso caminho e seguir em frente sem ajuda, fazemos nossos pais pararem do outro lado da rua para os amigos não os verem.

            E nada disso é verdade. Só percebemos isso quando erramos, estamos à beira do desespero. É a nossa mãe que vai chorar conosco, é o nosso pai que vai dar colo para você como se fosse uma garotinha novamente.

            Uma música diz assim: “tire fotos mentais do seu quarto de infância, memorize o som de quando seu pai chega em casa, se lembre dos passos, lembre-se das palavras ditas [...] Eu acabei de me dar conta de que tudo que tenho um dia irá embora.”

            Eu fiquei pensando nessa música. Lembrei-me do meu quarto rosa com uma menininha pintada na parede em Itatinga, lembrei-me de todas as vezes que ouvia a porta bater avisando que meu pai chegou em casa e eu corria para os seus braços ou lhe dava um susto escondida no corredor.

            E saber que tudo isso, essas pequenas coisas, realmente vai embora. Um dia você terá sua própria vida, sua própria família. E é por isso que não quero perder esse momento. Um momento tão especial que marca nossas vidas.

            Esse é o nosso tempo de errar, o tempo onde sempre vai ter alguém para te abraçar forte quando você precisar. É a hora de viver, antes de sabermos quem seremos, o que faremos da vida. Vai descobrir que o tempo muda tudo, ele cura tudo, e leva tudo. Lembranças, o passado, o presente...

            Vai chegar um dia que olhará para sua fotos, terá trinta anos, um marido, talvez filhos. E olhando para essas fotos, de quando você era criança, adolescente, irá perceber que cometeu muitos erros, mas viveu muita coisa boa.

            Lágrimas irão cair de seus olhos, você vai desejar ter dito mais para sua mãe que a ama e ter dito mais ao seu pai que ele é o único, o seu herói.

            Minha mãe tem muitos defeitos, mas a melhor coisa dela é seu amor por mim. Como ela chora comigo, faz tudo por mim. Adoro as loucuras e infantilidades dela, amo quando ela fala que sou o bebê dela. Porque eu sou.

            E meu pai que eu tive receio em vários momentos por motivo nenhum. Eu descobri esse ano que ele continua sendo o herói que eu pensava que ele era quando tinha cinco anos. Ele não tem poderes mágicos e nem pode voar, mas ele pode me abraçar e fazer-me sentir segura de novo.

            Às vezes tem aqueles momentos que você deseja ser uma criança novamente, onde o mundo era bonito, o seu único medo era o escuro. Mas eu percebi que não posso voltar a ser criança, que eu vou passar por todas as fases de minha vida e sempre vou aprender. Não quero mais perder meu tempo. Quero viver antes que seja tarde demais.

            Agora tenho quinze anos. Posso sentir a responsabilidade vindo, posso sentir que estou me tornando uma pessoa melhor, uma mulher. Mas ainda assim, é muito cedo.

            Minha mãe uma vez me disse que eu sou como uma gaivota, tenho asas e quero voar para bem longe, e não devo deixar ninguém nunca cortá-las. Ela e meu pai me ensinaram a voar, e agora eles estão me ensinando os caminhos da vida.

            Chegará um dia que serei uma mulher completa e eles irão me libertar, para finalmente, voar sozinha.

            Mas por enquanto... Por enquanto só quero ser o que sempre fui. Quero viver minha vida dando risadas com meus amigos e chorando no colo dos meus pais.

            Por enquanto, só quero ser essa criança em um corpo de mulher...


Maria Victória

Melhoes Amigas

                                                                      
  É raro você ter uma melhor amiga, ainda mais aquela que sempre esteve ao seu lado. As vezes pensamos que uma pessoa é nossa amiga, mas na verdade, nem a conhecemos direito.
  Mas eu tenho sorte. Tenho uma amiga de verdade, minha melhor amiga. E essa homenagem é para ela.
 
Homenagem para Larissa
         Não há palavras para descrever nossa amizade. E eu realmente não estou falando isso só por falar. Nossa amizade é mais que o destino, é mais do que se pode imaginar.
         É incrível a ligação que temos. Toda vez que olho para você  lembro de quando éramos pequenas, como nosso mundinho era perfeito. E ainda é.
         Dizer que somos apenas irmãs de coração não é o suficiente para descrever isso. Nós não somos apenas  irmãs, não somos apenas amigas. Somos metades de um todo. Eu sei que uma sem a outra não conseguiríamos viver.
         Cada segundo longe de você não significa nada quando te vejo na minha frente, o sorriso que está em minha memória desde que brincávamos de boneca e as escondíamos debaixo da cama, ou de quando brincávamos de restaurante no quintal de casa.
         Você sabe como me fazer rir quando estou à beira da loucura. E em todos os momentos mais difíceis da minha vida, você esteve ao meu lado, mesmo a cinco horas de distância. Ver as palavras digitadas no computador era o mesmo que ter você ao meu lado. E eu sei que tenho.
         Eu quero que você saiba que em todos os momentos de alegria ou tristeza, eu vou estar aqui para te ouvir. Quero que você sinta a mesma sensação que eu sinto, a sensação de que podemos estar em países separados, e ainda assim, juntas. Porque essa é a verdade.
         Eu não consigo me lembrar de nenhuma vez que nós brigamos. Nós sempre fomos unidas demais para isso, e aposto que quando tinha, não durava mais que um dia. Nós somos mais do que isso.
         Você se lembra de quando íamos viajar? Lembra-se de brincávamos de casinha, ou no balanço de casa que quase chegávamos a quebrar a janela? E aquela praça que havia em frente o Banespa, onde de noite nós íamos para esperar meu pai sair do trabalho? A descida da minha rua, que soltávamos os freios da bicicleta?
         Agora você se lembra de quando ficamos babando no box de livros da Jane Austen? Lembra de nós duas desabafando uma para outra no MSN? E como nós rimos quando estamos juntos, como temos os mesmo gostos mesmo sem saber, gostamos das mesmas músicas?
         São tantos momentos que passamos juntas... Momentos felizes, momentos tristes, mas momentos nossos.
         E eu sei que muitos deles ainda estão por vir. Um dia nós vamos viajar pelo mundo, conhecer ele juntas. Eu sei que o mundo pode cair, que nós não deixaremos de segurar a mão uma da outra. Se uma for, a outra irá junto. Porque é isso que nós somos...
         Nós somos o infinito.

Maria Victória

15 anos



Fazer quinze anos não é uma coisa fácil. Mas é algo único.
           A garotinha, aquela que brincava de boneca, está trocando-as por um anel. Suas sapatilhas agora são sapatos de salto.
         Uma lágrima não é mais derramada por causa de um machucado no joelho, mas sim no coração. Assim como sorrisos são dados quando está perto de seus amigos, aqueles que a fazem rir incondicionalmente.
      Aos quinze anos, você se apaixona talvez pela pessoa errada, mas talvez pela pessoa certa. Você acredita fielmente nas palavras ditas, você acha que já conhece o mundo, ou talvez ache que não há nada melhor te esperando em um momento triste.
         Reflita. Aos quinze anos, você está no seu último ano antes de ir para o colegial. Aos quinze anos, você não tem tantas responsabilidades e o mundo está aberto para você.
       É hora de nós vivermos intensamente, olhar para trás daqui alguns anos e não nos arrependermos do que fizemos, é um dia dizer: “meus quinze anos foram os melhores.” Porque eles realmente são.
        A garota não é mais uma criança, mas também não é uma mulher. É hora começar a pensar no futuro, é hora de deixar memórias felizes trancadas dentro de seu coração para os momentos de dificuldade você poder sorrir.
        Neste dia, você está apagando suas quinze velhas, dando um passo para o futuro, mas sem esquecer o caminho trilhado até agora.

                                                                                                                     Maria Victória

Guardiões da Galáxia Vol. 3 - Uma despedida agridoce

  Guardiões da Galáxia Vol. 3 chegou nesta quarta-feira (04/05) aos cinemas para fechar a trilogia do grupo, dirigido e roteirizado por Jame...